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 | 17/04/2008 09h48min

Meu bebê ou a carreira?

Voltar ou não ao trabalho após a maternidade é dilema de muitas

Entre a carreira promissora de recém-formada e a gravidez, Adriana Ferreira, 37 anos, pouco hesitou - sem meios-termos, não experimentou conciliar as duas experiências e resolveu abandonar definitivamente o emprego como engenheira de alimentos. Incentivada pelo marido, o gerente de informática Rafael Farina, 32, ela deixou a rotina de 11 horas de trabalho diárias em uma indústria, e Vitória, hoje com 10 meses, ganhou, desde a barriga, uma mãe em turno integral.

- Não queria chegar em casa e encontrá-la dormindo. Acho que nasci para ser mãe, como a minha foi para mim. O resultado está aí: a Vitória é extremamente feliz - diz Adriana.

Uma mudança e tanto para quem trabalhava desde os 19 anos. A descoberta de um problema na coluna foi um ponto a mais a favor da vida nova, mas a engenheira diz que teria largado tudo para ficar com a filha de qualquer maneira. O orçamento da casa não sofreu mudanças notáveis. Com o gasto dos deslocamentos entre Porto Alegre, onde mora, e Canoas, endereço da empresa, sobraria o equivalente ao que seria pago a uma babá para tomar conta da filha. Feitas as contas, a decisão estava tomada. Se alguém tinha de ficar com o bebê, seria Adriana a abraçar a tarefa.

- É cansativo, mas eu fui a primeira a vê-la dar gargalhada, engatinhar, se levantar - comemora.

Para a psicóloga Paula Hintz Baginski, o dilema é comum na vida de quem se torna mãe: priorizar a carreira ou o filho ou, quem sabe, fazer o possível para conciliar as duas áreas com ótimo desempenho? A maioria volta ao emprego e passa a contar com o apoio de outros cuidadores, como os avós ou uma babá - e então é fundamental se sentir segura e tranqüila, além de driblar a culpa, com a certeza de que os filhos estão bem cuidados. Quem opta por se dedicar totalmente à maternidade tem que ter certeza da decisão tomada, para não ser surpreendida pela frustração.

- Tem que discutir com o companheiro o quanto vai ser saudável, para os filhos e para a mãe, abrir mão do trabalho. É uma mudança de vida, ela abre mão de um espaço, de um investimento, para dar vazão a outro papel. Isso acaba acarretando mudanças na família. Ela fica totalmente dependente do dinheiro do marido. Os dois devem conviver bem com isso - avalia Paula.

Mesmo que a questão financeira não seja a preponderante, quem pára de trabalhar precisa estar ciente de que uma eventual retomada, ainda que pareça uma possibilidade remota, exige paciência e perseverança.

- Se ficar um ano, dois sem trabalhar, a mulher tem que correr muito para voltar. É uma ilusão pensar que vai ser fácil voltar porque ela parou para ser mãe. Se sair do mercado, que tenha consciência de que voltar é muito difícil - aconselha Roberta Fernandes Lopes do Nascimento, psicóloga, consultora organizacional e de carreira.

ZERO HORA
Daniel Marenco / 

Após o nascimento do filho, pode ser difícil optar pela volta ao trabalho
Foto:  Daniel Marenco


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