| 17/04/2008 10h
Doar-se inteiramente ao filho, ainda que pareça uma iniciativa nobre, não é benéfico para a mãe, a criança ou o restante da família. Ela não pode eliminar todos os outros compromissos e precisa, também, aprender a se afastar do filho.
Mesmo que, de repente, você se liberte de todos os compromissos profissionais, não pode se esquecer de que não dará conta de tudo sozinha sempre. É fundamental ter uma rede de apoio - pais, amigos, avós - , a quem você possa recorrer para pedir ajuda. Enquanto o bebê é pequeno, sua dedicação a ele é praticamente exclusiva, mas, aos poucos, você precisará retomar, por exemplo, sua vida social, e alguém precisará ficar com a criança enquanto você vai ao cinema com as amigas.
Cuidado para não desenvolver um medo tão grande que a impeça de confiar em outras pessoas para cuidar do seu filho. Ou, em pouco tempo, você terá abdicado de tudo para estar sempre em volta do bebê. É preciso fazer um exercício de desprendimento, permitindo que ele tenha contato com outros cuidadores e outros modelos de relacionamento.
Para a criança, também se constrói uma relação delicada quando a mãe se doa totalmente a ela. O filho percebe como é grande aquela presença na vida dele, o que pode dificultar as separações necessárias entre ambos ao longo do desenvolvimento. É saudável para a criança perceber que a mãe sai sozinha, ou com as amigas, ou com o pai, e é feliz assim.
Fonte: Paula Hintz Baginski, psicóloga clínica, professora e membro do corpo clínico do Domus - Centro de Terapia de Casal e Família
ZERO HORA
| Fonte: Roberta Fernandes Lopes do Nascimento, psicóloga, consultora organizacional e de carreira |
| Recolocação profissional é difícil |
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| > Reflita bastante sobre o fato de que você passará a depender totalmente do dinheiro do seu marido. Quem sempre trabalhou e pagou as próprias contas pode, de repente, ser surpreendida por um grande abalo na auto-estima. |
| > Torna-se bem mais difícil a recolocação profissional de quem fica algum tempo fora do mercado de trabalho. Uma parada de seis meses já é o suficiente para que a candidata depare com dificuldades para encontrar outro emprego. Portanto, reflita bastante antes de tomar sua decisão. |
| > Se você tem interesse em voltar ao mercado depois de ganhar nenê, programe-se e faça o possível para que esse intervalo não seja superior a meio ano. Como você estará totalmente envolvida com a criança, o período de pausa não deve ser muito mais longo - é diferente parar de trabalhar para ser mãe e parar para se dedicar integralmente a um curso de qualificação |
| > Considere reduzir a carga horária de trabalho após o nascimento do bebê, se sua atividade permitir essa possibilidade. Tire a licença de quatro meses, se possível mais 30 dias de férias, e na volta retome o trabalho com um expediente mais curto. Se não conseguir, procure se organizar para almoçar em casa com a família. |
| > Os primeiros dias de trabalho na volta da licença-maternidade costumam ser difíceis, pois a maioria das mães sofre muito com a separação do bebê. Aguarde a passagem desse período mais delicado para observar como se sente. Talvez, depois, você retome o gosto pela atividade que vinha desenvolvendo. |
| > É fundamental saber que seu filho está seguro e sendo cuidado por alguém de confiança. Não adianta voltar para o trabalho angustiada, com a cabeça em casa, atrapalhando seu rendimento. |
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