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Planejamento urbano  | 18/05/2012 23h38min

Inaugurada há quase dois meses, Beira-Mar Continental é bem aproveitada, mas usuários pedem melhorias

Local oferece lazer e esporte para a população em Florianópolis

Ângela Bastos  |  angela.bastos@diario.com.br

A abertura da Beira-Mar Continental, em Florianópolis, mudou, para melhor, a rotina dos moradores da região. É o caso de Ivone Maria Machado, 60 anos:

— Este local me inspirou a caminhar. Eu era sedentária e hoje não consigo ficar um dia sem vir aqui e olhar para o mar.

Aposentada há cinco anos por invalidez, a mulher que sofre com as dores da bursite — inflamação da bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares — encontrou no espaço às margens da baía na área continental de Florianópolis uma espécie de divã.

Para ela, andar pela Beira-Mar Continental, inaugurada em março, é uma possibilidade de pensar na vida:

— O meu ego cresce quando venho aqui. Ainda tem que melhorar algumas coisas, mas já está muito bom.

Fabio Tritapepe sabe o que sugerir para o local. Acostumado a passear com os dois cachorros, acha que faltam lixeiras para que os donos possam descartar as fezes dos animais.

— Assim como outros donos, eu trago um saquinho de casa. Mas por não ter um lugar para colocar, preciso andar com o material nas mãos até chegar ao outro lado da rua, onde existem recipientes — explica.

Para a ciclista Maribel de Souza, a inauguração da Beira-Mar Continental foi um grande ganho para todos os moradores dos bairros da região.

— Moro em Coqueiros e costumava andar de bicicleta no parque, mas acho aqui bem melhor, porque lá é um círculo, e aqui tenho a oportunidade de ir e voltar reto, ainda sentido a brisa do mar — conta.

Para ela, uma coisa preocupa e poderia ser resolvida se houvesse mais segurança e fiscalização no local: o uso da ciclovia por motociclistas.

— Já tinham me falado sobre isso e eu mesma vi. Existe a rua, portanto, o uso da ciclovia para veículos motorizados não é legal — observa.

Marcos Reis também usa a Beira-Mar Continental. Para ele, morador do Jardim Atlântico, seria importante que um veículo da Guarda Municipal fizesse rondas pelo local.

— Existe um prédio em ruínas próximo à ponte, e à noite poderá ser utilizado por usuários de drogas, que muitas vezes, na fissura, acabam cometendo crimes — observa.

Reis reclama dos canteiros que não foram acabados e dos acessos à praia, próximo da Ponta do Leal.

O secretário de Obras do município, Luiz Américo de Medeiros, explica que o galpão em ruínas está localizado em um terreno que pertence à União. O secretário diz que a demolição não está sob responsabilidade da prefeitura e lembra que a segurança deve ser foco da Polícia Militar e Guarda Municipal. Sobre melhorias no local, conta que está planejada a colocação de lixeiras em junho.

O projeto da Beira-Mar Continental inclui a construção de deques, academia ao ar livre e áreas de lazer e maior número de bancos. Isso deve ocorrer em quatro meses:

— Acreditamos que em setembro a situação esteja bem melhor.

Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Fabio Tritapepe aproveita o espaço para levar os seus dois cães para passear
Foto:  Alvarélio Kurossu  /  Agencia RBS


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