| 01/10/2009 21h23min
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, defendeu nesta quinta-feira apuração rápida do vazamento de questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para que a confiabilidade do exame não fique em risco.
— Se não for apurado de maneira rápida e não se der resposta para melhoria desse sistema de elaboração da prova, de fato, fica uma sensação de desconfiança em relação ao exame. Na nossa opinião, isso não pode acontecer. O Enem não pode ser o culpado pela falha do sistema do Ministério da Educação e do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] na elaboração da prova — disse Chagas.
A prova seria aplicada no próximo final de semana, nos dias 3 e 4 de outubro, mas o ministério adiou para novembro por causa da divulgação prévia do conteúdo da prova.
Chagas e outros representantes da UNE reuniram-se com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para apresentar a proposta da
entidade de que metade dos recursos
do fundo social, financiado com lucros da exploração do petróleo da camada pré-sal, tenha como destino a educação.
— Esse fundo precisa ser carimbado, ter destino certo — disse o presidente da UNE, depois do encontro com a ministra, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.
Segundo relato de Chagas, Dilma mostrou-se simpática à ideia, porém alertou que não cabe à ela estipular os percentuais de repasse. O projeto de lei de criação do fundo tramita na Câmara dos Deputados e prevê recursos para financiar programas nas áreas de educação, combate à pobreza, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente, porém sem cotas definidas.
A UNE promovem, em Brasília, de 13 a 19 de outubro, uma campanha em defesa da proposta, principalmente, no Congresso Nacional. A expectativa é de que 300 líderes estudantis participem da mobilização.
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