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Vestibular  | 01/10/2009 19h26min

Gráfica que imprimiu provas do Enem se isenta de responsabilidade

Segundo a empresa, há controle de acesso ao parque gráfico com catracas eletrônicas e câmeras de segurança

A Plural Editora e Gráfica Ltda, responsável pela impressão da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), emitiu nota na tarde desta quinta-feira se isentando de responsabilidade no vazamento do teste.

A editora, contratada pelo Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção para a confecção de 9,4 milhões de exemplares da prova, afirmou que cumpriu as obrigações relacionadas à segurança. A Plural também informou que uma equipe do consórcio acompanhou 24 horas por dia o processo produtivo.

Segundo a editora, há controle de acesso ao parque gráfico com catracas eletrônicas e câmeras de segurança. As áreas de equipamento de impressão e acabamento foram isoladas, com acesso restrito e utilização de detector de metais.

Todo o resíduo industrial de impressão foi triturado na presença de representantes do consórcio. A Plural informou ainda que as matrizes de produção foram embaladas, lacradas em caixas e entregues aos representantes do consórcio.

Na nota, a editora destaca que todos os profissionais envolvidos na operação, inclusive impressores que trabalharam em máquinas, e profissionais de acabamento, assinaram termo de responsabilidade de sigilo, e declaração de não participação desta edição do Enem.

De acordo com a Plural, após a entrega dos serviços, que demoraram 36 dias e foram finalizados no último dia 20, o Ministério da Educação enviou carta registrando o excelente desempenho da equipe.

A editora reafirmou a disposição em colaborar com as autoridades para os esclarecimentos da fraude. A Plural informou que pode entregar 122 DVDs com imagens da operação de produção das provas nas suas diversas fases.

Entenda o caso

A informação sobre o vazamento da prova foi revelada em reportagem do site do jornal O Estado de São Paulo. Um homem teria ligado para a redação pedindo R$ 500 mil em troca da cópia da prova. Após consultar o material para checar sua veracidade, sem se comprometer com sua compra, as infomações foram repassadas por telefone e e-mail para o ministro, e a fraude foi confirmada por técnicos do Inep, órgão responsável pelo Enem.

AGÊNCIA BRASIL
 
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