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Vestibular  | 01/10/2009 17h42min

Listão vai atrasar nas universidades gaúchas com cancelamento de Enem

Instituições não pretendem desistir de utilizar exame como forma de avaliação

Maicon Bock  |  maicon.bock@zerohora.com.br

As universidades federais gaúchas anunciaram que nada muda nos processos seletivos com o cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O contratempo é o atraso na divulgação dos aprovados. As instituições precisarão aguardar a liberação das notas pelo MEC para concluir a seleção.

O processo seletivo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não sofrerá mudanças, mas a universidade confirmou que deve haver atraso na divulgação do listão. Para os alunos que optaram por utilizar o Enem, a nota valerá como a 10ª prova do processo seletivo.

Na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a suspensão do Enem também provocará atraso na divulgação do listão. As provas continuam marcadas para os dias 13 e 14 de dezembro. Será considerada 50% da nota do Enem e 50% da nota do processo seletivo tradicional. 

O Enem continua sendo a única forma de ingresso na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e na Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

A UFCSPA informou que aguardará orientações do Ministério da Educação (MEC), mas não deve alterar os critérios de seleção. O início do próximo semestre letivo não deve ser adiado.

A UFPel também aguardará orientações do MEC, mas o reitor Antonio Cesar Gonçalves Borges não acredita que o cancelamento da prova vai atrapalhar o início do próximo período do letivo.

A reitora da Unipampa, Maria Beatriz Luce, informou que o processo seletivo da instituição não será alterado com o vazamento da prova federal.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) não será afetada pelo cancelamento. A UFSM decidiu em julho que não utilizará o Enem no próximo processo seletivo.

Entenda o caso

A informação sobre o vazamento da prova foi revelada em reportagem do site do jornal O Estado de São Paulo. Um homem teria ligado para a redação pedindo R$ 500 mil em troca da cópia da prova. Após consultar o material para checar sua veracidade, sem se comprometer com sua compra, as infomações foram repassadas por telefone e e-mail para o ministro, e a fraude foi confirmada por técnicos do Inep, órgão responsável pelo Enem.

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