| 09/06/2008 16h16min
Não é preciso esperar muito tempo para começar a dar a seu filho as primeiras noções de como lidar com dinheiro. A partir dos três anos, quando descobre que notas em papel ou moedas podem comprar doces e brinquedos, ele já pode passar a receber uma pequena - bem pequena - quantia para administrar gastos e fazer economias para projetos a curto prazo. Para a especialista em Educação Financeira Cássia DAquino Filocre, os mais grandinhos devem participar, junto dos pais, da conversa que definirá o valor a ser pago por semana ou mensalmente. É fundamental deixar bem claro, desde o início, para que se destinará essa quantia e o que não deve ser comprado – como bebida alcóolica, no caso de adolescentes.
– Quanto mais madura a criança, maior a capacidade de assumir compromisso com dinheiro. Não tem, necessariamente, relação com a idade – comenta Cássia. – Não pode ser tanta grana que ela gaste sem pensar nem tão pouca que ela não saiba o que fazer. Tem que ser um meio-termo – ensina a especialista.
ZH/MEU FILHO| Gastou tudo num só dia? Paciência |
| Fonte: Cassia DAquino Filocre, especialista em Educação Financeira |
| > Para estabelecer o valor, observe os limites do orçamento familiar. Parece óbvio, mas vale a lembrança, para que você não acabe sacrificando algo do consumo doméstico em benefício da quantia repassada a seu filho. > Entre três e seis anos, a criança pode receber uma semanada. Como a noção de tempo ainda não está muito clara, é mais fácil para ela esperar a passagem de períodos de tempo mais curtos - aguardar um mês inteiro parece uma eternidade. Providencie um calendário grande, para que ela visualize o passar dos dias. > Para começar, baseie-se em um cálculo simples: R$ 1 para cada ano de idade. Assim, uma criança de cinco anos receberá R$ 5 por semana. > A partir dos seis anos, a criança já consegue se organizar melhor. Incentive-a a organizar uma poupança para projetos a curtíssimo prazo, que não demandem muito tempo de economia - um CD ou um jogo de computador, por exemplo. Cumprindo objetivos, ela se sentirá estimulada e gratificada. > A partir dos 11 anos, institua a mesada. Até os 14, faça o seguinte cálculo para determinar o valor: multiplique R$ 8 pela idade. Exemplo: um adolescente de 13 anos ganhará R$ 104 (13 x 8) por mês. Mantenha a rotina de incentivar uma poupança informal, guardando pequenas quantias em casa mesmo. O restante, ele investe como quiser. > Pais e filhos devem conversar para decidir o que deverá ser pago com o dinheiro da mesada. Lembre-se de que despesas com transporte, merenda e material escolar dependerão do seu bolso de qualquer maneira, enquanto seu filho não tiver uma fonte de renda. Então, se você acredita que o adolescente já tem responsabilidade para gerenciar as finanças no dia-a-dia, entregue a ele quantia suficiente para cobrir o que for necessário, incluindo o lazer. É importante que ele assuma também os gastos essenciais, não apenas os prazerosos. > Entre os 15 e os 18 anos, a especialista sugere R$ 12 para cada ano de idade, considerando-se que o adolescente é responsável o suficiente para administrar essa quantia. Exemplo: um jovem de 16 anos receberá mesada de R$ 192 (16 x 12). >Se seu filho gastou toda a mesada no mesmo dia em que a recebeu, não faça concessões, dando mais dinheiro ou adiantando uma parte do valor do próximo mês. É fundamental que aprenda a arcar com as conseqüências das decisões que toma - o que não significa que você precisa perder a leveza ou o bom humor na convivência. Não fique discursando e dando sermão sem parar. |
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