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 | 02/06/2008 09h42min

Reaprenda a brincar com seus filhos

Oficinas resgatam brincadeiras da infância dos pais

Voltar a ser criança, divertir-se com os filhos e como eles. A tarefa parece deliciosa, mas nem sempre é fácil. Quantos pais se encontram em um dilema na hora das brincadeiras? Ou não sabem o que fazer para distrair a criançada ou estão cansados demais, preocupados demais ou simplesmente não lembram como a diversão de tempos atrás era prazerosa.

Com o intuito de ensinar pais e cuidadores a resgatar diversões do passado e encontrar brinquedos que estimulem a criatividade e a emoção de toda a família, são oferecidas oficinas e uma série de opções de produtos em lojas especializadas. O objetivo é fazer com que pais e filhos se divirtam juntos.

A professora universitária Ana Cláudia Farranha, 38 anos, diz que adora brincar. Sempre se divertiu com os filhos dos amigos. Quando a filha Maria Carolina, nasceu, aproveitou para fazer a festa. Ela inventa na hora de se divertir com a pequena, hoje com dois anos. Juntas, dançam na sala ao som de vários ritmos; no carro, Ana dribla a chatice do trânsito contando histórias; a hora do almoço, por vezes, tem convidado especial em forma de fantoches; sem falar nas sessões de pintura, desenhos, montagens.

 – Esse é o momento que temos para ficar juntas. É o nosso convívio e, por isso, tem de ser legal – resume Ana.

De tão interessada nessa arte de brincar, Ana Cláudia fez até uma oficina. O tema? Brincadeiras contadas e cantadas. O objetivo? Resgatar músicas e histórias da infância.

– Isso é muito legal porque você volta ao imaginário infantil. A música é uma ferramenta de aprendizagem que desenvolve o vocabulário –  destaca a mãe que, volta e meia, coloca em prática o que resgatou da memória e canta o repertório para Carol.

ZH/MEU FILHO  -  correio braziliense
O desenvolvimento por faixa etária
Fonte: Carolina Velho, educadora
De dois a cinco anos
A criança desenvolve importantes capacidades físicas, como coordenação motora, orientação espaço-temporal, equilíbrio, ritmo. Deve participar de brincadeiras e jogos que estimulem a psicomotricidade e o conhecimento do próprio corpo. O esporte deve servir como ferramenta de socialização. Atividades indicadas: jogos com bola, canções que envolvam o toque das mãos nas diversas partes do corpo, movimentos de girar, abaixar, subir e correr, entre outras.
De seis a sete anos
O treinamento ainda não deve ser levado a sério, mas é nessa fase que se procura desenvolver o maior número de habilidades na criança. É hora de experimentar todos os esportes possíveis. Ela aprende a viver em grupo e passa a relacionar suas capacidades físicas motoras (força, resistência e velocidade) com suas capacidades físicas coordenativas (equilíbrio e noção de distância) e com a capacidade física mista (flexibilidade). Estimule a prática de jogos que necessitem de habilidades, como queimada e pega-pega.
De oito a 11 anos
Estimule jogos e brincadeiras que envolvam, além do esforço físico, estratégias e raciocínio mais elaborado, como xadrez e mímicas. As crianças também devem participar de atividades que as façam raciocinar rapidamente, como passar a bola e chutar para a pessoa certa ou correr e esperar o adversário.
Acima de 11 anos
É a fase da iniciação esportiva. Nessa idade, a criança adora viver em grupo. Assim, estimule a prática dos esportes coletivos de que a criança mais gostar.
Escolha a atividade certa
Crianças de dois e três anos
Jogos de encaixe com formas aleatórias, identificação de cores e formas geométricas, seqüências lógicas, muita música e dança.

Por quê?

Ativam a memória visual e a coordenação motora e desenvolvem noções de espaço e raciocínio.
Crianças de quatro e cinco anos
Jogos de encaixe com letras do alfabeto, introdução a números e cálculos, jogos de memória, jogos de trilha com temas diversos.

Por quê?

Ativam a memória e a identificação de grupos, dão início à familiarização com o alfabeto e com a matemática, trabalham a associação de imagens.
Crianças de seis anos
Adivinhação de palavras e frases, jogos com números pares e ímpares, identificação das horas no relógio.

Por quê?

Ativam a memorização e a atenção, desenvolvem a capacidade de associação, permitem a familiarização com temas do cotidiano.
Crianças de sete anos ou mais
Perguntas e respostas sobre temas diversos, jogos com cálculos matemáticos e de trilha mais complexos.

Por quê?

Auxiliam no aprendizado formal, desenvolvem noções de espaço, familiarizam com temas do cotidiano.
Divulgação / 

Brincadeiras de encaixe e de pecinhas são indicadas para crianças de até três anos
Foto:  Divulgação


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