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Mobilidade urbana  | 15/04/2014 17h29min

UFSC marca audiência pública para escutar opinião da comunidade sobre impasse da Edu Vieira em Florianópolis

Foi a primeira reunião do Cun para definir opiniões sobre a duplicação da rua do bairro Pantanal

Carolina Dantas  |  carolina.dantas@diario.com.br

Depois de uma reunião que durou duas horas nesta terça-feira, o Conselho Universitário (Cun) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) determinou a data para escutar a opinião da comunidade sobre a duplicação ou não da rua Deputado Antonio Edu Vieira, no bairro Pantanal, em Florianópolis. A audiência pública foi marcada para o dia 29 de abril, às 19h.

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Os participantes fizeram um brainstorm sobre o dilema conhecido há mais de 10 anos: o terreno necessário para que a rua seja ampliada é propriedade da UFSC e a prefeitura necessita de liberação do mesmo para que as obras sejam iniciadas. Verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - cerca de R$ 10 milhões - já foram garantidas para a Secretaria de Obras em dezembro de 2013.

Representantes do Cun concordaram que a decisão levará em conta interesses das comunidades afetadas pela obra, no caso os bairros Pantanal, Trindade e Carvoeira, principalmente. A reitora Roselane Neckel, mediadora da reunião, abriu votação para as duas propostas feitas até aquele momento. A primeira era de que seria marcada uma audiência pública daqui a 15 dias. A segunda, de que seriam três audiências, com início em 20 dias. Por 24 votos a 9, a primeira opção foi escolhida e, portanto, haverá uma única assembleia aberta.

A proposta de que houvesse apenas uma audiência pública foi defendida pela reitora Roselane Neckel, que se justificou:

- Devo discordar quando dizem que não escutamos a comunidade. Foram realizadas 25 reuniões com a participação de membros do Pantanal, UFSC e Prefeitura. Se não chegamos a um acordo, isso já está claro.

Alguns pontos ficaram sem definição, como a largura da rodovia: o Cun não sabe se a rua terá uma ou duas pistas para carro em cada sentido. A faixa para ônibus foi decidida como prioritária, já que a universidade acredita, assim como a prefeitura, que o transporte público será prioridade por meio do projeto.

Outra saída foi exposta como alternativa para suavizar o trânsito na região: a UFSC abrir uma estrada de acesso ao Restaurante Universitário (RU) e o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) por meio do bosque, espaço que ficou conhecido pelo confronto entre estudantes e a Polícia Federal (PF) faz duas semanas.

Conforme Paulo Liedtke, um dos conselheiros presentes, uma entrada extra até a instituição acrescentaria uma opção de trajeto aos motoristas que pretendem entrar no campus. Todos os pareceres com relação ao projeto final serão detalhados apenas durante a assembleia aberta.

Roselane Neckel encerrou a manhã explicando como será a banca da audiência pública prevista para o dia 29: o presidente da comissão da duplicação, Carlos Vieira, deverá ser o mediador. Ele será acompanhado por dois representantes da Prefeitura de Florianópolis, além de dois da UFSC e mais dois da comunidade. No início de Maio, provavelmente dia 6, o Cun reúne-se novamente para tentar pôr fim ao impasse de uma década.

A posição da Prefeitura e do Governo Federal

A Prefeitura de Florianópolis, representada pelo secretário de obras Domingos Zancanaro, negou os boatos de que iniciaria o trabalho na estrada antes da decisão da UFSC. Disse, ainda, que o prazo para a utilização da verba do PAC foi prorrogado pelo Governo Federal diversas vezes desde o final de 2013, desta vez estabelecido até maio.

— A verba está em estágio de contratação, esperando só a assinatura final da Caixa Econômica Federal. Ainda não a temos em mãos — explicou Zancanaro.

A assessoria do Ministério de Planejamento do Governo Federal confirmou que os cronogramas de início de obras podem ser revistos de acordo com a especificidade de cada projeto. Esclareceu que as verbas só serão liberadas para utilização com o começo da duplicação. Não há risco de que o dinheiro seja perdido por este ano ser eleitoral.

DIÁRIO CATARINENSE

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