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Eleições  | 14/05/2010 22h21min

Serra critica loteamento de cargos e nega privatizações, se for eleito

Pré-candidato do PSDB defendeu a redução do número de cargos públicos

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, criticou hoje (14) o que chamou de loteamento político no governo federal, defendendo a redução do número de cargos públicos e sua ocupação por concursados. Serra, que almoçou com empresários e políticos na Associação Comercial do Rio de Janeiro, também negou que vá implantar programas de privatização, se for eleito presidente.

Em entrevista, ao falar sobre o loteamento de cargos, Serra citou o caso das agências reguladoras, criadas no governo de Fernando Henrique Cardoso.

— As agências, que foram um avanço, [criadas] para substituir o estado interventor do passado, foram pervertidas, simplesmente foram loteadas politicamente. Na época [quando era ministro da Saúde] eu não recebi nenhuma sugestão. Botei gente que não conhecia.

No entanto, disse ele, essas agências, e todas as outras, foram loteadas politicamente, totalmente divididas.

— O caso das agências é o mais dramático, mas isso se generalizou na administração pública', ressaltou Serra, defendendo a realização de concurso para ocupação de vagas no setor público.

Serra recebeu dos empresários o documento Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor, com sugestões para um eventual governo. Os empresários defendem a 'redução do Estado', que, para eles, deve atuar apenas onde for indispensável sua presença, e a "reabilitação da importância das privatizações'.

O ex-governador de São Paulo disse que não tem nenhum programa especial de privatizações em mente.

— Aquilo que era fundamental ser privatizado, que eram atividades típicas do setor privado, como petroquímica, aço, telecomunicações, foi feito. E, aliás, o atual governo só fez reforçar isso, até financiando esses grupos. Eu não tenho no horizonte maiores privatizações pela frente —, afirmou.

Indagado se isso significaria que empresas como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras estariam livres de privatizações, Serra respondeu:

— Claro que sim. Quem falou o contrário?.

AGÊNCIA BRASIL
MARCOS DE PAULA, AE / 

Serra almoçou com empresários e políticos na Associação Comercial do Rio de Janeiro
Foto:  MARCOS DE PAULA, AE


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