| 14/10/2008 15h04min
A cúpula de chefes de Estado e governo da União Européia (UE) aprovará a criação de uma "célula de crise financeira" como mecanismo de alerta e troca de informação entre os países do bloco e as instituições. Os países poderão recorrer "em qualquer momento" à célula, que garantirá informação "imediata e confidencial" aos responsáveis do bloco, segundo a última minuta do texto de conclusões da cúpula aprovada nesta terça, dia 14, pelos 27 países-membros da União Européia.
De acordo com o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, o objetivo da célula é fazer com que, se houver uma crise ou um problema financeiro inesperado, "os países saibam a quem chamar" durante as 24 horas do dia sem ter de esperar a próxima reunião de ministros de Finanças.
A informação será transferida imediatamente à Presidência de turno da UE, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) – em coordenação com as demais autoridades monetárias – o presidente da Comissão Européia (CE) e o presidente do Eurogrupo.
A cúpula do bloco, que começa nesta quarta, dia 15, e termina quinta, dia 16, pedirá, em seu documento de conclusões, que o Conselho encerre "o mais rápido possível" as modalidades práticas e de funcionamento desta célula de gestão de crise.
A criação do mecanismo segue à cúpula de líderes da zona do euro de domingo em Paris, cujo comunicado final informou que o grupo aprovaria "um mecanismo para a gestão de crise entre os países europeus".
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