| 14/10/2008 11h19min
O governo deveria ser mais prudente ao fazer anúncios de que há recursos para financiamento da próxima safra. A avaliação é do diretor da Agroconsult André Pessoa, que mostrou-se cauteloso em relação à elevação de recursos anunciada no meio do ano durante o plano safra e à antecipação de R$ 5 bilhões, divulgada pelo Ministro Guido Mantega mais recentemente.
Segundo André Pessoa, há dois problemas ligados ao chamado crédito oficial, oferecido pelo governo: o menor volume de recursos e um grande endividamento dos produtores, que vem sendo renegociado.
– Com as sucessivas prorrogações, o dinheiro não volta ao sistema e os bancos precisam fazer uma provisão um pouco maior daquele dinheiro que não vai mais circular – explicou em entrevista ao Agribusiness Online, nesta terça, dia 14.
A falta de recursos, agravada em função da crise financeira internacional, pode ter conseqüências graves em algumas importantes regiões produtoras no Brasil. O Estado de Mato Grosso, por exemplo, corre o risco de perder a liderança nacional no cultivo de soja, de acordo com estudo apresentado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).
– As tradings recuaram na sua disposição de oferecer crédito para o produtor. Houve um recuo das empresas de insumos, fertilizantes e defensivos, porque não houve uma solução definitiva para a questão das dívidas de 2005 e 2006. E os bancos tiveram uma disponibilidade menor de recursos para empresas à agricultura – analisou André Pessoa, destacando que a região central do Brasil é considerada de maior risco e, por isso, sofre mais com a falta de crédito.
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