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 | 14/05/2008 09h56min

Filhos protegidos do frio na medida certa

Alguns cuidados servem para o conforto da criança, mas não evitam gripes e resfriados

O sentimento é comum a muitos pais: que peninha que dá tirar o filhote da cama para ir à escola em um dia de muito frio e chuva. Mas o tempo lá fora não deve ser motivo para faltar à aula ou deixar de lado as outras atividades do dia-a-dia.

Se seu filho não é alérgico, as baixas temperaturas provocam apenas desconforto. O cuidado deve ser maior com crianças e adolescentes que sofrem de asma ou rinite. Mais sensíveis, devem evitar mudanças bruscas de temperatura.

ZH/MEU FILHO
Roupas
– Há crianças que suam mais, outras menos, e isso deve ser considerado ao vesti-las. Evite enchê-las de roupa até o ponto de provocar calor e desconforto. Peças úmidas podem deixá-las com mais frio e desencadear crises nos pacientes alérgicos.

– Troque as peças que ficarem molhadas. Se possível, dê um banho e depois coloque roupas secas.

– Retire um agasalho se a criança for correr ou brincar.

– Vento ou chuva na cabeça não provocam otite ou gripe – é mais uma, dentre tantas, associação sem sentido. Otites são causadas a partir do contato com uma bactéria, e gripes, com vírus. Usar gorro ou capuz são medidas para aumentar o conforto e diminuir a sensação de frio.

– Não agasalhe demais o bebê que mama no peito. O esforço empreendido na atividade fará com que comece a suar.

– Se seu filho resiste na hora de colocar roupas ou vive tirando blusas e casacos, é porque não está com frio e se sente bem. As crianças são como os adultos: algumas são friorentas, outras são menos sensíveis às baixas temperaturas. O fundamental é que vista o mínimo necessário para se adequar à temperatura – não há birra que justifique deixá-lo sair de bermuda e chinelos quando estiver fazendo 0º C.
Atividades
– Frio não é motivo para impedir as crianças de saírem à rua. O mesmo vale para a escola: levantar cedo em um dia gelado pode ser mais difícil, mas não deve ser justificativa para faltas.

– Adolescentes, principalmente meninas, não têm outro prejuízo senão o desconforto ao sair para festas com pouca roupa em noites frias.

– Vergonha de usar guarda-chuva também não causa problemas à gurizada. O risco maior é para os alérgicos, que devem evitar ficar muito tempo com roupas, calçados e cabelo molhado.
Mudanças de temperatura
– Trocas muito bruscas do quente para o frio e do frio para o quente podem desencadear sintomas em pacientes alérgicos, que sofrem de bronquite asmática ou rinite. Não causam, no entanto, resfriados, que são transmitidos por vírus. Uma situação bastante comum: o nariz começa a escorrer ao entrar no shopping, com ar-condicionado - trata-se de uma reação alérgica. Tenha cuidado em situações semelhantes.

– Com orientação e medicação corretas, esses pacientes podem enfrentar mais tranqüilamente a estação fria.
Ambientes fechados e lotados
– Não leve um bebê de colo para passear no shopping, um lugar fechado e com intensa circulação, a menos que você não tenha com quem deixá-lo. Evite, em geral, lugares com muita gente e o contato com pessoas doentes.
Alimentação
– Não há uma alimentação específica para prevenir gripes ou resfriados. A criança bem alimentada, que toma bastante líquidos, será mais saudável e mais forte sempre.

– O leite não precisa ser morno ou quente. Respeite o gosto do seu filho. Se ele quiser um achocolatado geladinho, tudo bem.
Hora de dormir
– Agasalhe mais a criança que costuma se mexer muito e se destapar durante a noite ou ligue o ar-condicionado.

– Há crianças que suam bastante durante o sono. Se o pijama ficar muito molhado, troque. Do contrário, é melhor não mexer demais nela para que não acorde.
Banho
– Frio nunca é motivo para deixar de tomar banho.

– Ligue a estufa no banheiro se sua casa for muito fria. A medida também vale para bebês bem novinhos, para tornar o ambiente mais agradável. Desligue depois que o ambiente estiver aquecido.

– Pela manhã ou à noite, tanto faz. Escolha o horário que se adapta melhor a sua rotina.

– Existem crianças que reclamam e choram porque são mais sensíveis do que outras às baixas temperaturas. Deixe o banheiro com uma temperatura agradável.

–  A temperatura da água deve ficar em torno de 36º C ou 37º C. Se não tiver termômetro, teste com seu cotovelo, onde a pele é mais sensível.

– Secar ou não o cabelo depois do banho também é questão de conforto. Em casa, não é preciso, a menos que a criança vá dormir em seguida.

– Se for vesti-la no quarto, enrole-a em uma toalha ou roupão para deixar o banheiro. Quem tem rinite ou bronquite é mais sensível a trocas de temperatura.
Mãos e pés
– Mãos e pés frios não são indicativos de que a criança está mal agasalhada, principalmente em recém-nascidos. As extremidades ficam, normalmente, mais frias do que o restante do corpo. Se quiser fazer um teste, coloque a sua mão sobre o peito dela. Se estiver aquecido, não há por que se preocupar.

– Meias com antiderrapante são suficientes para quem não vai sair de casa.
Medicação e vacinas
– Se a criança se nega a tomar algum remédio, misture-o a um pouco de chá ou leite. É importante não diluí-lo em muito líquido, para que não sobre medicamento no copo no caso de ela não querer tomar tudo.

– Bebês a partir dos seis meses já podem tomar a vacina contra o vírus Influenza, o causador da gripe. Crianças que freqüentam creche ou escola e também aquelas muito alérgicas podem se beneficiar bastante de uma dose. Não é preciso recomendação do pediatra - nem todos os médicos indicam a vacinação. Há os que adotam medidas preventivas, como a vacina, e os que preferem tratar a gripe assim que ela se manifesta.

– Não é comum, mas algumas crianças podem apresentar um leve mal-estar e um pouco de febre após a vacina contra o Influenza. A hora de tomá-la é agora.

– A vacina contra a pneumonia, apesar de ser aplicada em várias doses e de custar caro, é bastante importante.

– Até por volta do quarto mês, soro fisiológico é o produto mais indicado para desobstruir o nariz. Depois, com indicação médica, passe às soluções nasais.
Piscina
– Quem pratica natação não precisa abandonar o esporte no inverno. Com roupão e chinelos, trocando as peças molhadas por secas em seguida, não há problemas em manter a freqüência às aulas.
Fonte: Tânia Beatrici, pediatra e neonatologista
Hidratação
– Use manteiga de cacau para proteger os lábios e um hidratante para o corpo. A pele resseca bastante no frio.
 Julio Cordeiro - BD ZH 8/5/2008  / 

Se as crianças não são alérgicas, o frio causa apenas desconforto
Foto:  Julio Cordeiro - BD ZH 8/5/2008


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