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 | 28/04/2008 11h

Filho nem arteiro, nem tão quietinho

Calma ou agitação em excesso podem ser indícios de que algo não vai bem

Comece a prestar mais atenção aos adjetivos que você emprega para descrever seu filho - quieto, bonzinho, arteiro, diabinho. Comportamentos extremos, que denotam calma ou agitação em excesso, merecem uma observação mais atenta de pais e professores.

No caso das crianças sossegadas demais, é preciso observar se essa tranqüilidade é um jeito de ser, uma forma de protesto através do silêncio ou, de fato, um sintoma de algum transtorno. O mesmo procedimento vale para aquelas que não param quietas, exigindo vigilância intensa dos adultos para que não ponham a casa abaixo ou se machuquem. A partir da desconfiança dos pais, o pediatra deve ser consultado para que faça uma avaliação clínica.

– "Aquele nenezinho é muito querido, nunca chora." Por que não chora? Tanto uma criança arredia, sem estímulo, como uma muito agitada merecem cuidado - resume a assistente social Lúcia Helena Appel, terapeuta de família e casal.

Lúcia alerta para a "moda" do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o que muitas vezes faz com que pacientes sejam diagnosticados prematuramente, sem o acompanhamento ou a avaliação adequados. Um psiquiatra ou um neurologista devem dar a palavra final, orientando a família sobre o que deve ser feito a seguir – medicação e terapia, normalmente, em caso de confirmação do TDAH.

– A família vai viver atormentada sem orientação. Se você tem um filho ou uma filha com isso, vai estar sempre tenso – comenta a terapeuta. – O profissional rapidamente consegue reconhecer. São muito claros os sintomas, desde que os pais levem ao médico. O mais difícil é reconhecer que o filho deles está apresentando alguma coisa –completa.

Estimular a criança desde cedo é fundamental. Um bebê de poucos meses não deve passar tempo demais no berço, no carrinho ou no cercado. Mesmo antes de começar a caminhar, a criança deve brincar com móbiles, chocalhos com som, ficar no chão com os brinquedos, deitar de bruços para exercitar o levantamento da cabeça e dos braços. Uma dica que vale para todas as idades: passar tempo demais em frente à televisão, de olhos vidrados na imagem, não faz bem.

– Os pais têm que pegar a criança no colo, levantá-la, levar à pracinha. Bebê bem pequeno também tem que passear – aconselha o pediatra Flávio Kolberg.

ZH/CADERNO MEU FILHO

Fontes: Flávio Kolberg, pediatra, e Lúcia Helena Appel, assistente social, especialista em planejamento e administração de bem-estar social e terapeuta de família e casal
Tranqüilidade tem limite
Observe se seu filho tem baixa tolerância a frustrações, dificuldade para aceitar limites e se enquadrar em padrões de comportamento (correr e subir em cima da mesa, em vez de ficar sentado no sofá, quando vai à casa de alguém, por exemplo), resistência em seguir regras, vive dizendo "não", dá berros e chutes, corre demais, fica irritado com facilidade ou chora muito.
Se o bebê é colocado no chão junto a um monte de brinquedos e fica parado, olhando de um para outro, sem tentar pegá-los ou tocá-los, desconfie. Quando começa a engatinhar ou caminhar, é natural que queira explorar o ambiente e conhecer o que estiver à volta, tentando pegar tudo. Em geral, crianças muito paradas, apáticas, que não querem brincar e não se movimentam muito precisam ser levadas ao pediatra.
Preste atenção: um bebê tranqüilo é diferente de um bebê que não responde a estímulos. A segunda possibilidade é a que preocupa.
Informe-se sobre o comportamento do seu filho na escola: é desatento e quieto demais, não presta atenção nas aulas? Se a criança passa o dia na creche ou na escola, e vocês só se encontram de manhã bem cedo e à noite - e às vezes nem isso - fica difícil saber como ela passa o dia. O desânimo ao chegar em casa pode ser confundido com sono e cansaço. É importante conversar sempre com professores e outros cuidadores para saber como vem se comportando.
Uma situação específica que a família esteja enfrentando pode alterar o comportamento. Um problema psicopedagógico, relativo à escola ou aos estudos, também pode afetar a conduta. É preciso estar atento ao dia-a-dia da criança ou do adolescente e ter coragem para enfrentar os problemas dos quais suspeitar.
Procure o pediatra. Ele fará uma avaliação clínica e, se julgar necessário, encaminhará seu filho para outro profissional. Distúrbios como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são diagnosticados por psiquiatras e neurologistas. Conforme o caso, a criança deverá ser medicada e levada a um terapeuta.
Se o seu filho for diagnosticado com TDAH, não significa que está condenado a transtornos e privações terríveis para sempre. Com acompanhamento adequado, ele pode ter uma ótima qualidade de vida. Quanto mais cedo o transtorno foi identificado, melhor.
Trancar-se no quarto é um hábito comum a partir da pré-adolescência, uma etapa necessária do processo de individualização e da passagem da infância para a vida adulta. Mas se o jovem não se comunica e começa a ficar hostil, com atitudes furtivas, leve-o para uma avaliação médica.
Divulgação, Looney Tunes / 

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Foto:  Divulgação, Looney Tunes


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