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Eleições  | 31/10/2010 11h50min

Serra vota em São Paulo confiando na "alternância do poder" no Brasil

Atrás de Dilma nas pesquisas, candidato do PSDB ressaltou necessidade de investir na educação, caso seja eleito

Humberto Trezzi  |  humberto.trezzi@zerohora.com.br

— É hora de alternância no poder. Faria muito bem ao país.

Com essa frase de efeito, posando para lentes dos fotógrafos, o candidato oposicionista à presidência da República, José Serra (PSDB), encerrou sua (auto) votação às 11h30min deste domingo, em São Paulo. Ele votou perto de casa, no bairro Alto de Pinheiros, Zona Sul da capital paulista. A votação aconteceu no colégio Santa Cruz e foi acompanhada pelos escudeiros tucanos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Serra exibiu, neste dia de votação, ritmo inverso ao da campanha. Ao invés de carreatas, passeatas, comícios e peregrinações de 20h diárias por várias cidades, o presidenciável tucano optou pelo silêncio. Desde as primeiras horas de domingo optou por repousar em sua casa, numa tranquila rua sem saída no bairro Alto de Pinheiros. Não saiu, não falou, não ofereceu café da manhã para os repórteres, não recebeu correligionários.

Serra gastou exatos três minutos para conversar com repórteres que o esperavam na escola onde votou. Foi um pronunciamento, não uma entrevista. Em cima de um palco, ladeado por Kassab e Alckmin, o presidenciável — vestindo camisa social azul, sem gravata e sem casaco, bem adaptado à calorenta manhã paulistana — louvou o processo democrático do qual participa.

— Hoje eu não estou para falar. Quem fala, nesse domingo, é o povo. Vamos aguardar em casa a decisão dos brasileiros. É hora de alternância no poder. Faria muito bem ao país — declarou.

Serra foi ovacionado por dezenas de eleitores, aos gritos de "Presidente!". O único incidente durante a votação do tucano envolveu um rapaz, que abriu um cartaz em frente às lentes dos fotógrafos, onde podia se ler: "Serra, vereador em 2012." De nome Eduardo e estudante de Ciências Políticas na USP, ele se disse revoltado com os políticos tradicionais. O jovem foi enxotado pelos eleitores tucanos, aos gritos de "Vai buscar o Mensalão da Erenice Guerra!".

Com o dia bonito e de sol a pino na capital paulista, o grande temor dos tucanos é o feriadão, que deve gerar muita abstenção. E eleitor ausente, em São Paulo, significa votos a menos para Serra, já que os paulistas são os seus maiores apoiadores. A previsão das autoridades de trânsito é de que 1,5 milhão de veículos tenham deixado a cidade na sexta-feira, para curtir nas praias e serra o Dia de Finados. Isso equivale a 20% da frota paulistana — e igual proporção de eleitores.

No Interior, onde Serra também venceu, a abstenção será igualmente alta, acreditam especialistas. Alta demais para quem precisa desesperadamente compensar em seu Estado de origem a vantagem obtida pela adversária Dilma Roussef (PT), que venceu em três das cinco regiões do país, no primeiro turno do pleito.

 

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