Notícias

Eleições  | 05/08/2010 16h53min

Partidos catarinenses admitem participação de "laranjas" para cumprir cota de mulheres

Alianças de candidatos ao governo do PP e do DEM alcançaram o índice exigido por lei

Alguns partidos admitem que muitas mulheres nas nominatas apenas completam a cota exigida por lei. Para a ex-vereadora e ex-secretária municipal Clair Castilho, que participou do Encontro Estadual de Mulheres Candidatas, na quarta-feira, em Florianópolis, é preciso aproveitar até mesmo essa participação como laranjas para aumentar sua presença na vida política.

— Se eles (os homens) nos botam de laranja, devemos ser laranjas combativas e, na eleição seguinte, voltar com tudo para buscar a eleição. Temos que incomodar. Assim talvez eles pensem que é melhor investir na preparação das mulheres — disse.

O coordenador de campanha da coligação Aliança com SC, Edson Caporal, explicou que a aliança encabeçada por uma mulher, Angela Amin (PP), para o governo do Estado cumpriu o que a lei determinou antes da interpretação do TRE/SC que flexibilizou as cotas.

— Nós atingimos 30%. Mas sabemos que algumas mulheres não se empenham. Infelizmente, não temos mulheres suficientes nos partidos interessadas em participar do processo político diretamente, mas fizemos o registro — afirmou.

Horst Domening, da coordenação de campanha A Favor de Santa Catarina, que também lança uma mulher, Ideli Salvatti (PT), ao governo do Estado, disse que a aliança não atingiu os 30% de mulheres na nominata registrada no TRE.

— O PT tem uma secretaria de mulheres para buscar maior participação, mas falta interesse — afirmou.

O coordenador de campanha da coligação que apoia Raimundo Colombo (DEM) — As pessoas em primeiro lugar —, Antônio Ceron, afirmou que a nominata foi preenchida dia 30 de julho dentro da resolução do TSE e antes do TRE deixar de exigir a proporcionalidade. 

DIARIO.COM.BR

Comentários

Marina da Silva  - 

Denuncie este comentário05/08/2010 17:25

Concordo com Clair Castilhos, temos de manter o espaço e voltar a trabalhar com formação de mulheres. Esses últimos 25 anos, infelizmente, houve um grande afastamento da juventude e das mulheres dos partidos políticos, mas está na hora de mudar isso. Infelizmente, demora anos para se recuperar o estrago.Os jovens devem voltar ao movimento estudantil, aos partidos, aos grupos e ter formação política. Igualmente, as mulheres devem voltar a se agrupar com outras para debater questões feministas. O pouco interesse de mulheres e jovens, demonstra essa necessidadel

 

Grupo RBS  Dúvidas Frequentes | Fale Conosco | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS - © 2010 clicRBS.com.br • Todos os direitos reservados.