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Polícia  | 12/03/2010 18h10min

Polícia paulista ainda não encontrou versão exata para morte de Glauco

Até o momento, há três vertentes para o crime

Atualizada às 18h54min

A Polícia de São Paulo ainda não conseguiu chegar a uma versão exata para a morte do cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, e do seu filho Raoni Villas Boas, de 25 anos, mortos a tiros na madrugada desta sexta-feira. O crime ocorreu na casa de Glauco, em Osasco, na Grande São Paulo. Até o momento, há três versões para o crime.

A morte do cartunista causou comoção no meio cultural brasileiro. Até mesmo o presidente Lula se manifestou a respeito do caso.

— Glauco foi um grande cronista da sociedade brasileira, entendia os usos e costumes da nossa gente e expressava isso com inteligência e humor — afirmou Lula.

Veja a seguir as três possibilidades que podem ter desencadeado o crime.


Versão recente

A mais recente versão para o crime, divulgada pela Polícia, é que pai e filho foram baleados quando Glauco tentava impedir o suspeito do crime, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos, de se matar. Nunes fugiu após o crime e a Polícia segue procurando por ele. O suspeito era conhecido da família e tinha acesso à residência.

O cartunista havia fundado a Igreja Céu de Maria, que era inspirada nos cultos do Santo Daime. Nunes seria membro da Igreja, mas estava afastado dos cultos havia cerca de seis meses.

O delegado responsável pelo caso afirmou que os tiros foram dados no terreno do imóvel onde Glauco morava com a família. Em um primeiro momento, o suspeito teria apontado a arma para a própria cabeça. Ao tentar impedir que ele atirasse, o cartunista foi atingido. Em seguida, seu filho também foi alvejado.


Segunda versão

A versão dada pelo advogado da família, Ricardo Handro, foi divulgada logo após o crime. Conforme seu relato, o cartunista e o filho teriam sido mortos durante uma suposta tentativa de assalto. Nesta primeira versão dois homens armados teriam invadido a casa da família.

Segundo Handro, os homens teriam rendido a filha do cartunista quando ela tentava entrar em casa anunciando que levariam toda a família. O cartunista e a mulher teriam sido agredidos diversas vezes. Depois de uma negociação, Glauco teria convencido os bandidos a levá-lo, aparentemente, para sacar dinheiro.

O filho do cartunista teria chegado no momento que os bandidos saíam com Glauco da casa. Depois de uma discussão, os assaltantes atiraram no pai e no filho e fugiram.


Primeira versão

No boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de Osasco, consta que três homens atiraram em Glauco e no filho dele na Estrada de Portugal. O boletim, de homicídio simples, não deixa claro se o crime foi na casa do cartunista ou perto dela. Ainda segundo o registro, uma terceira pessoa estava com as vítimas, mas não foi atingida.

O crime teria acontecido durante uma discussão entre o suspeito e o cartunista. Segundo o delegado responsável pelo caso, o suspeito era conhecido da família e tinha acesso à residência. “Todas as testemunhas apontam que essa pessoa discutiu com o Glauco”, disse o delegado.


Carreira

Paranaense, Glauco começou a carreira no começo dos anos 1970, publicando tiras no Diário da Manhã. Entre seus principais personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman. Desde 1984, Glauco publicava tiras na Folha de S. Paulo.

ZEROHORA.COM COM AGÊNCIAS
Reprodução Folha / 

Glauco Villas Boas, 53 anos, foi assassinado em Osasco (SP)
Foto:  Reprodução Folha


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