Política | 09/02/2010 17h57min
O procurador regional eleitoral do Distrito Federal, Renato Brill, entrou nesta terça-feira com duas ações para perda de mandato do governador José Roberto Arruda (sem partido) e do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido) por desfiliação partidária.
As ações foram ajuizadas no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Arruda e Prudente são acusados de envolvimento com o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal. Eles deixaram o Democratas (DEM) depois do escândalo revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.
No dia 10 de dezembro passado, Arruda encaminhou carta ao partido pedindo a desfiliação para evitar constrangimentos e alegando "razões pessoais". A legenda já cogitava expulsar o governador por causa das denúncias de corrupção em seu governo. Depois, foi a vez de Prudente que deixou o DEM alegando decisão de foro íntimo.
O deputado foi flagrado em vídeo colocando suposto
dinheiro de propina nas meias e bolsos do
terno. Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2007, determinou que o mandato de cargo eletivo pertence ao partido quando o candidato deixa a legenda.
De acordo com o Ministério Público Federal, as justificativas apresentadas pelos dois não configuram justa causa para desfiliação partidária. De acordo com a resolução do TSE, se no prazo de 30 dias o partido não entrar com ação de perda de cargo eletivo, cabe ao Ministério Público entrar com ação nos 30 dias subsequentes. Arruda e Prudente têm o prazo de cinco dias para apresentar defesa.
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