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Eles poderiam estar em casa, mas passam quase todas as tardes na escola. Alunos do Colégio La Salle São João, na Capital, muitas vezes, usam pretextos para continuar no local.
- Viemos com a desculpa de fazer um trabalho. Às vezes, dura meia hora e depois ficamos rindo, de bobeira com os amigos - conta Francine Juchen, 14 anos.
Como em outras instituições, o chamariz inicial foi a oferta de atividades extras, no turno oposto. Aos poucos, no entanto, essa funcionalidade é dispensável para justificar a permanência dos alunos pelos corredores.
- O melhor é ficar com os amigos. Não ter nada para fazer não é problema. Talvez esse descompromisso seja a melhor parte - conta Norton Schuler Padova, 14 anos.
A garantia de segurança e as relações de amizade com os funcionários colaboram para o uso não tradicional da escola.
- Dentro do colégio, nos sentimos livres - explica Mariane Amado de Paula, 15 anos.
Embora a atitude de Mariane e amigos sugira uma nova
demanda a qual a escola precisará se adaptar, há reflexões. Ficar na escola é uma opção a mais ou a única numa época em que a insegurança tira o sono de pais e imobiliza o ir e vir de adolescentes? Questões estruturais preocupam: e se todos os alunos fizessem o mesmo que a turma da foto acima? Ao burocratizar o ficar na escola, o prazer permaneceria?
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