| 21/10/2008 19h07min
Mais de 50% dos produtores endividados quitaram a parcela de investimento que venceu no último dia 15. O levantamento é do Banco do Brasil (BB), que ainda estuda rever a situação dos agricultores que perderam o prazo por causa da greve dos bancários.
De acordo com balanço divulgado pelo BB, principal financiador da safra brasileira, a maior parte das 174,5 mil operações – no valor total de R$ 13 bilhões – foi renegociada com médios e grandes produtores. Cerca de 64 mil agricultores pagaram parte da parcela que venceria este ano, enquanto 93 mil preferiram quitar o valor total da parcela e 4,3 mil agricultores não manifestaram interesse em renegociar as dívidas.
Entre os pequenos agricultores, o número de adesões também surpreendeu a instituição. A maioria das quase 500 mil operações – no valor total de R$ 4,3 bilhões – foi negociada. Duzentos mil agricultores familiares pagaram parte da parcela de investimento, 175 mil quitaram todo o valor a vencer em 2008 e somente 40 mil não procuraram o banco.
– Efetivamente a decisão do produtor de liquidar a parcela de 2008 foi além da nossa expectativa. No todo o resultado foi muito bom – afirma o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, José Carlos Vaz.
Greve dificultou negociação
Os produtores que perderam o prazo para renegociar as dívidas vão ter mais uma chance. O Banco do Brasil promete rever a situação daqueles que procuraram as agências mas não foram atendidos por causa da greve dos bancários. Mesmo os produtores com parcelas a vencer em novembro e dezembro deveriam ter manifestado o interesse em negociar até o dia 15 de outubro. Conforme o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, todos os casos vão ser analisados assim que a greve terminar.
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Configurado que o acesso à agência estava impossibilitado,
imediatamente após a discussão do problema receberemos essas adesões dos produtores e vamos regularizar a situação deles – garante Vaz.
CNA lamenta não prorrogação do prazo
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considerou preocupante a situação dos produtores que quitaram as parcelas de investimento. De acordo com a entidade, a maioria deles não tinha a opção de prorrogar e teve que realocar recursos da próxima safra para liquidar o débito. A CNA esclareceu ainda que havia pedido ao governo a prorrogação do prazo – que venceu no último dia 15 – para que os agricultores, em um momento de juros altos e falta de crédito, não comprometessem o dinheiro da safra no pagamento da dívida.
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