| 21/10/2008 15h31min
A área rural continua sendo a menos beneficiada por políticas públicas de melhoria da qualidade de vida da população. Nesta terça, dia 21, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou a última parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, levantamento que fez uma radiografia dos brasileiros com acesso a água, esgoto e habitação.
A água que abastece 58% da população do campo vem de poços artesianos ou nascentes e 39% das residências não têm água encanada. Essa realidade é bem diferente para quem vive na cidade, onde 97% da população recebe o serviço. O mesmo índice aparece na coleta de lixo. Mas na área rural, o recolhimento chega a menos de 27% dos habitantes. A maior parte dos resíduos (70%) continua sendo queimada, enterrada ou então é jogada em terrenos baldios.
Enquanto 81% da população que mora nos centros urbanos têm coleta de esgoto adequada, 22% dos moradores do campo não têm nenhum tipo de coleta. E o mais preocupante: 54,3% deste esgoto é jogado, sem nenhum tipo de tratamento, em valas, rios, lagos e mares.
No item habitação, o Ipea leva em conta o número de pessoas que moram em uma mesma casa, especialmente onde existem mais de três ocupantes em cada dormitório. Enquanto na área urbana 57% das pessoas moram nessas condições por falta de dinheiro para sustentar residências maiores ou individuais, no campo 39% moram junto com grande parte da família por vontade própria.
O levantamento também apontou que os habitantes de áreas rurais têm menos acesso a programas de melhoria da qualidade de vida.
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