| 17/10/2008 19h02min
A crise financeira mundial ainda não afetou o mercado do boi gordo. Enquanto as principais commodities agrícolas sofrem queda de preços, a carne bovina segue em alta. Em outubro foi registrada valorização de 1,1%.
Desde o início de outubro, a arroba do boi mantêm uma valorização de 1,1% em São Paulo. Mas o principal aumento está nas gôndolas dos supermercados. Na última pesquisa semanal do Índice de Preços ao Consumidor, a carne teve uma alta de 1,47%.
Produtores afirmam que o problema é a redução da oferta de bois no mercado interno. A região Centro-Oeste ainda está em período de seca. A falta de chuva dificulta o crescimento do capim, principal alimento do gado. Para piorar, o rebanho brasileiro ainda está com bezerros muito jovens, resultado de um grande abate ocorrido em 2006 devido à queda de preços que ocorreu na época. Mas, segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a situação pode se normalizar até o final do ano.
– Até o dia 15 de dezembro, que é quando no Centro-Oeste se firmam as chuvas, aí sim vai ter boi acabado para os frigoríficos – diz o presidente do Fórum de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira.
Especialistas acreditam que a valorização do produto no mercado internacional também influenciou esse cenário. O valor médio da tonelada da carne no Exterior passou de US$ 2,6 mil em 2007 para US$ 3,8 mil este ano, um aumento de 44%. E agora há um estímulo a mais: o dólar voltou a subir e passou da barreira dos R$ 2, vantagens que devem seguir guiando os frigoríficos na hora da venda.
– A exportação está aumentando e a oferta interna de determinados cortes, diminuindo, o que facilita a manutenção do preço atual – explica Antenor Nogueira.
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