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 | 17/10/2008 10h10min

Redução da oferta interna de carne bovina encarece produto nos supermercados

Com a alta do dólar, frigoríficos elevaram quantidades exportadas

Indispensável no cardápio dos gaúchos, a carne bovina comprada pelos supermercados do Rio Grande do Sul subiu em média 10% desde a semana passada por causa da turbulência financeira internacional. Com a alta do dólar, frigoríficos de São Paulo e Mato Grosso elevaram suas exportações, reduzindo a oferta interna e pressionando o preço para cima.

Trajetória inversa seguem commodities como soja e milho. As cotações, que estavam infladas pela especulação nas bolsas de mercadorias, despencaram desde o começo da crise. O arroz e o feijão devem permanecer com preços em alta pelo menos até a colheita no ano que vem, afirma Argemiro Brum, coordenador do Departamento de Economia e Contabilidade da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí).

O custo do churrasco já vinha subindo no centro do país devido à escassez de gado para abate. O reajuste atingiu principalmente cortes sem osso, como maminha, picanha e alcatra.

– O preço do boi segue em alta, e as exportações estão firmes – justifica Alcides Torres, analista da Scot Consultoria.

Dependendo da época do ano, até 40% da carne oferecida pelos supermercados gaúchos vem de fora do Rio Grande do Sul, calcula o presidente da Associação Gaúcha dos Supermercados, Antônio Cesa Longo. Ele prevê novos reajustes se o câmbio permanecer no patamar atual.

A costela, porém, é fornecida por fazendas gaúchas, e os preços não aumentaram nos últimos 30 dias, segundo o Sindicato da Indústria de Carne do Rio Grande do Sul (Sicadergs). Mas, devido ao alto consumo, o corte não acompanhou a queda média de 6% do produto gaúcho, explica Ronei Lauxen, presidente da entidade. A baixa de preço da indústria local está ligada à elevação de oferta de animais.

No caso da carne de frango, os negócios, baseados nas exportações, não estão sendo afetados pela crise mundial, segundo o diretor executivo da Associação Gaúcha de Avicultura, Eduardo dos Santos. Aumentos dependerão da alta de custos produtivos:

– As commodities baixaram, mas outros custos, como diesel e mão-de-obra, seguem subindo – diz Santos.

Alcides Torres, da Scot, alerta que os juros para capital de giro cobrados dos produtores subiram às vésperas do plantio de verão. Isso deve encarecer a safra, sem contar os valores dos fertilizantes, que dobraram no último ano. Todos esses fatores podem elevar os preços dos grãos a partir de 2009.

isabel.marchezan@zerohora.com.br
patricia.meira@zerohora.com.br

ISABEL MARCHEZAN E PATRÍCIA MEIRA, ZERO HORA
 
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