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 | 15/10/2008 19h10min

Medidas anunciadas pelo BC são essenciais para produtor obter crédito, avaliam parlamentares

Crédito agrícola deve ter um reforço de mais R$ 9 bilhões

Luciane Kohlmann, Brasília (DF)  |  reportagem@canalrural.com.br

Parlamentares ligados ao agronegócio avaliaram nesta quarta, dia 15, as medidas anunciadas para o setor pelo Banco Central (BC) na noite da última terça, dia 14, como fundamentais para que os agricultores tenham acesso a novos financiamentos.

O crédito agrícola deve ter um reforço de mais R$ 9 bilhões. O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram três medidas neste sentido. Uma delas é facilitar novos financiamentos para os produtores que renegociaram as dívidas. O percentual dos depósitos à vista destinados ao crédito rural foi elevado de 25% para 30%. O período de validade é de 1º de novembro deste ano até 30 de junho de 2009. A medida deve gerar cerca de R$ 5,5 bilhões.

Em circular divulgada nesta quarta, o BC reduz as restrições de crédito nos bancos aos produtores que renegociaram as dívidas. Até agora, as instituições financeiras tinham como norma elevar o risco dos clientes nestes casos. A resolução afirma que as operações de crédito rural, renegociadas ou prorrogadas, poderão ser reclassificadas para uma categoria de risco menor. Mas os bancos é que vão avaliar a situação do devedor em cada operação.

A outra medida emergencial é a redução dos depósitos compulsórios de 45% para 42%. O valor repassado pelos bancos privados ao Banco Central será reduzido, e esta diferença deve também ser aplicada no setor agropecuário. A medida também vale por oito meses e deve liberar R$ 3,6 bilhões.

– O produtor renegocia a dívida e é classificado como produtor de risco. Automaticamente ele não tem crédito novo. Então, o governo, em tempo, está revertendo isso e dando condições para que o crédito flua – diz o senador Gilberto Goellner (DEM-MT).

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) comemorou a mudança e acha que os bancos vão ter bom senso ao analisar as operações de custeio de safra.

– Acho que neste momento de crise vale o bom senso, e como a resolução prevê os benefícios desde que o produtor mantenha as atividades rurais acho que não haverá restrições. Pelo menos não teremos bloqueios como antes – prevê o superintendente técnico da CNA, Anaximandro Almeida.

Mas os parlamentares temem que a atual crise financeira mundial comprometa a liberação de recursos.

– Sabemos que com a contração da economia diante da crise haverá menos saldo disponível em conta corrente. Com isso, não adianta aumentar de 25% para 30% porque teremos menos recursos no sistema bancário – argumenta o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR).

O governo garante que está monitorando a situação do campo e assegura recursos para a atual safra.

– Esta medida não só recupera a redução da disponibilidade como coloca um recurso adicional provocado principalmente pelo aumento da demanda por crédito – explica o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. 

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