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 | 14/10/2008 18h01min

Crise não afetará demanda por alimentos, dizem embaixadores

Coordenador dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp observa que preços tendem a cair por conta do cenário financeiro mundial

A alta taxa de crescimento dos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) foi um dos maiores motivos para a alta recente dos preços das commodities agrícolas. A análise é do embaixador e coordenador dos Conselhos Superiores Temáticos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sergio Amaral. Ele acredita que os preços vão cair a partir de agora.

– Isso gerou uma grande demanda por matérias primas. Com a desaceleração da economia, por conta da crise financeira mundial, os preços tendem a cair – observou.

Para Amaral, a tendência do crescimento dos países emergentes não será tão grande.

– Dificilmente, o crescimento vai se repetir a curto prazo.

O embaixador assegurou que os agricultores não precisam entrar em pânico.

– Não será uma queda como a de 2003. As pessoas precisam de suprimentos, a demanda continuará em patamares elevados, mas não tão elevados como estava – acrescentou.

O embaixador da União Européia, João Pacheco, ressaltou que a crise financeira mundial não afetará os negócios entre o bloco e o Brasil.

– O governo brasileiro tem um pacote de medidas eficiente para combater a crise. Não há por que pensar que a crise afetará os negócios e a economia real – disse.

Na opinião dele, a Europa não vai parar de consumir os produtos brasileiros.

– Não há razão para não continuarmos importando do Brasil. Somos o maior mercado para o país em termos de commodities agrícolas e a exportação brasileira não diminuirá no que depender da União Européia – concluiu.

AGÊNCIA BRASIL
 
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