| 13/10/2008 11h28min
O dinheiro existe, mas está nas mãos de poucos. Foi a avaliação feita pelo economista-chefe da Austin Ratings, nesta segunda-feira, sobre os problemas na oferta de crédito no sistema financeiro do Brasil.
Em entrevista ao Agribusiness Online, nesta segunda, dia 13, ele disse que a crise deixou de ser de confiança para ser, efetivamente, de crédito, e ressaltou que o Banco Central tem tomado medidas complementares para reduzir os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira e sobre o setor produtivo.
– Passamos de uma crise de confiança para uma crise de crédito. Tem o dinheiro, mas ele está nas mãos de poucos. Grandes estão com o capital, mas não querem emprestar – com medo ou alguma incerteza – para bancos pequenos e médios, que podem ter alguma deficiência lá na frente.
Nesta segunda, dia 13, o Banco Central anunciou a liberação total dos depósitos compulsórios dos bancos, o que pode manter R$ 100 bilhões em circulação no mercado. Alex Agostini fez uma comparação entre o regime de depósitos compulsórios no Brasil e em outros países. Ele avaliou que o atual sistema em vigor no Brasil é conseqüência de um atraso na política monetária.
– No Brasil, ao longo dos anos 80 e 90, o problema da hiperinflação fez com que esse instrumento dos depósitos compulsório fosse utilizado para conter o consumo e controlar a inflação. Porém, a economia brasileira mudou muito de 1994 para cá, com o Plano Real. Alguns instrumentos de controle maior da política monetária foram adotados, como o sistema de metas de inflação, mas não houve uma mudança de mentalidade quanto ao compulsório.
Segundo ele, o Brasil tem uma das maiores taxas de recolhimento de depósitos compulsórios – que os bancos são obrigados a fazer ao Banco Central – o que atrapalha o desenvolvimento da economia.
CANAL RURALGrupo RBS Dúvidas Frequentes | Fale Conosco | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS - © 2026 clicRBS.com.br Todos os direitos reservados.