| 05/10/2008 19h38min
Brasília não elege prefeito. Mas a capital do país não deixou de ficar movimentada, neste domingo, em que mais de 130 milhões de eleitores foram às urnas escolher prefeitos e vereadores. Além da capital federal, Fernando de Noronha não tem eleição municipal.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada brasileiro levou cerca de 40 segundos para confirmar seus votos para vereador e prefeito. As decisões dos eleitores foram computadas em mais de 460 mil urnas eletrônicas. As Forças Armadas atuaram em 341 municípios para combater atos de violência durante o pleito. Nestas eleições, os brasileiros escolheram 5,563 mil prefeitos e vices, e 52,137 mil vereadores.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral criticou os cidadãos que não foram às urnas. E para explicar a importância do voto, citou versos do compositor Dorival Caymmi.
– Para entender o que é amor, é preciso amar! Por isso, para entender o voto, é preciso votar.
Só votando a gente aprende a votar. não se
pode se abster!
De acordo com o TSE, até o final da tarde 2,233 mil urnas foram substituídas. O problema técnico mais grave foi registrado em Goiânia. Cerca de 60 urnas tiveram falha de compatibilidade entre o cartão de memória com os dados dos candidatos e o sistema da máquina. Mas segundo o TSE, o problema foi solucionado a tempo.
O Tribunal Superior Eleitoral registrou também mais de 2,5 mil. Mais de 800 pessoas foram presas, principalmente por fazer boca de urna. Para o presidente do TSE, o trabalho dos Tribunais Regionais foi exemplar no combate aos crimes eleitorais.
– Os juízes se envolveram mais nessas eleições, sobre a liderança da AMB, e atuaram muito no plano das audiências públicas. Foram mais de 1,5 mil audiências públicas em todo o país. O resultado desse envolvimento foi, do ponto de vista físico, altamente compensador.
A maioria dos municípios deve conhecer os novos
prefeitos ainda neste domingo. Líderes que terão grandes
desafios pela frente, como explica o cientista político André César.
– Esses prefeitos vão ter que sentar, independente de coloração política ou de partido, sejam aliados ou não do Palácio do Planalto vão ter q procurar mais o governo, a equipe econômica para buscar formas de encaminhar soluções para essa crise, o dinheiro vai ser mais escasso, o crédito muito difícil então uma área sensível como a agricultura vai precisar sim de um ajuste mais fino que passa pelo Planalto, pelos governos estaduais, pelas prefeituras e pelo setor produtivo como um todo.
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