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 | 10/05/2008 10h10min

Apicultores investem no associativismo para acessar mercado

Famílias de município paraibano se organizam para criar associação local

Na organização da produção de mel no Sertão, produtores do Projeto Apicultura Integrada e Sustentável do Semi-árido Paraibano (Apis) criam associações e cooperativas para ampliar o acesso ao mercado consumidor. Em São José da Lagoa Tapada (PB), 11 famílias se articulam para a criação da associação do município. No Sertão, 14 associações e outras três cooperativas começam a dar novo impulso à produção de mel na região.

No município sertanejo, os produtores têm o apoio da prefeitura local e da agência regional do Sebrae em Sousa, que atuam em parceria para contribuir com o fortalecimento da apicultura. Segundo João Paulo Batista, secretário de agricultura de São José da Lagoa Tapada, a idéia de investir na apicultura veio após participar de evento sobre meliponicultura no Ceará.

Desde 2007, o município desenvolve ações de sensibilização de produtores que trabalham artesanalmente com a apicultura.

– Algumas pessoas tinham criatórios, mas esses eram feitos de forma rudimentar, abrigados no meio do mato, sem nenhuma estrutura. Procurei essas pessoas e com ajuda do Sebrae oferecemos cursos e capacitações – afirma o secretário.

Outras 20 famílias demonstraram interesse em fazer a atividade no município. No início deste ano a prefeitura investiu mais de R$ 5 mil na compra de equipamentos, 47 colméias e cinco quilos de cera.

– Como é muito recente a atividade, os criatórios ainda não renderam mel, mas começamos o desenvolvimento da atividade de forma positiva no município e a rede associativa só vem acrescentar – diz Batista.

Conforme o secretário, mensalmente uma equipe de técnicos passa em cada criatório para acompanhar o desempenho. Inicialmente a Secretaria de Agricultura vai comprar a produção e implantar na merenda escolar da cidade. Se o volume for grande, buscará revender para outras cidades e estados.

Apicultura no Sertão

Com base nas características que apresenta na vegetação e clima, o Sertão e o Cariri paraibano apresenta um grande potencial apícola, estimulado pelo projeto Apis desde o ano de 2005. Destinado a grupos organizados de pequenos apicultores e de micro e pequenas empresas do setor, o Apis está estruturado na articulação de parcerias e promoção da cultura da cooperação.

Segundo o gestor do Apis, Fabrício Vitorino, o projeto é dividido em cinco pólos de atuação, Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Patos e Monteiro, que abrangem cerca de 300 produtores em 28 municípios, sendo deste total 22 cidades do Sertão. O município de São José da Lagoa Tapada é o mais novo integrante do projeto com a articulação da rede associativa de produtores.

SEBRAE
Divulgação/Seapa  / 

Sertão e Cariri paraibano apresentam grande potencial apícola
Foto:  Divulgação/Seapa


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