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 | 14/09/2010 21h16min

Polícia Federal pede quebra do sigilo telefônico do motorista de Dário Berger

Carro dirigido por Alcebíades Pires tinha material de campanha no porta-malas

Atualizada em 15/09/2010 às 12h13min Simone Kafruni  |  simone.kafruni@diario.com.br

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O delegado da Polícia Federal (PF), Roberto de Oliveira Cardoso, pediu nesta terça-feira a quebra do sigilo telefônico dos dois celulares apreendidos com Alcebíades Pires, motorista do prefeito de Florianópolis, Dário Berger. Pires guiava um carro oficial do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) carregado de propaganda eleitoral, R$ 1,8 mil em dinheiro e placas de segurança sem autorização.

O promotor eleitoral de Biguaçu, na Grande Florianópolis, Aurélio Giacomelli da Silva, explicou nesta terça que o Ministério Público entende que há indícios de prática de crime eleitoral e, por isso, vai acatar o pedido do delegado da PF. Além disso, fez vários outros requerimentos ao juiz eleitoral Jaime Pedro Bunn, que está avaliando o caso.

— Pedimos a concessão de liberdade do motorista Alcebíades, porque é réu primário, funcionário público com bons antecedentes e tem o direito de responder em liberdade uma eventual ação penal futura — diz.

Silva afirmou que o MP solicitou a devolução dos autos para que a Polícia Federal faça algumas diligências: a inquirição de Luiz Henrique da Silveira, de Rose Berger, de Raimundo Colombo e de representantes da coligação que representa os três candidatos.

— Também pedimos a inquirição de Dário Berger, de Silvio Odair de Souza, que foi referido nos autos porque um cartão com seu nome estava no carro apreendido, e do diretor do IPUF, já que o veículo é do órgão municipal — afirma.

O diretor do Detran Vanderlei Olívio Rosso também deve se manifestar para avaliar a situação irregular do veículo:

— Solicitamos que cópias do processo sejam encaminhadas para a 31ª Promotoria de Justiça da Capital para que seja apurada a prática de improbidade administrativa em função do uso indevido de veículo oficial.

O procurador geral do município, Jaime de Souza, confirma que o carro, que está em nome do Ipuf, era de uso pessoal do prefeito. Mas, segundo Souza, não houve crime eleitoral porque o carro não estava em campanha, apesar de estar com o porta-malas com duas resmas de cem adesivos de Luiz Henrique da Silveira, candidato ao Senado pelo PMDB, e do candidato ao governo do Estado pela coligação, Raimundo Colombo, além de 10 propagandas de Rose Berger, candidata à deputada federal.

— Embora tenha propaganda no porta-malas, não estava visível, nem exposta ao público. E as placas trocadas não são frias porque as autoridades têm o direito a utilizar placas de segurança. A única irregularidade era que a autorização das placas de segurança estavam vencidas — defende.

O motorista, que estava preso na Polícia Federal de Florianópolis, foi transferido para o presídio de Biguaçu, às 18h desta terça. Às 19h45min, o advogado de Alcebíades Pires, Alexandre Neuber, conseguiu o relaxamento da prisão do motorista, que foi liberado imediatamente.

— Não é crime transportar nada. O crime alegado é de oferecer dinheiro em troca de voto. E isso não aconteceu. Alcebíades estava sozinho no carro e era pouca a quantidade de material de campanha no porta-malas. A autorização vencida das placas de segurança é mera irregularidade, não é crime — afirma Neuber.

Susi Padilha / 

Detran deve verificar irregularidades no veículo dirigido por Pires
Foto:  Susi Padilha


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