| 24/06/2000 14h44min
Até o final da primeira semana de julho será difícil encontrar um jogador da dupla Gre-Nal em Porto Alegre. Todos eles estão gozando de imerecidas férias depois de um semestre calamitoso em termos resultados. Nem o Grêmio, nem o Inter alcançaram os objetivos pretendidos, deixando aos seus torcedores o gosto amargo da desilusão. Foram, portanto, iguais nos fracassos, embora se deva estabelecer uma diferença indispensável: enquanto o Grêmio aplicou milhões de dólares em busca de reforços, o Inter gastou muito pouco, quase nada, para armar o seu time na atual temporada. E não porque o presidente Jarbas Lima ignore que boas contratações são sempre benvindas, mas porque não havia dinheiro nos cofres do clube. Então, é natural que a derrapada do Grêmio, principalmente no Gauchão, tenha grande repercussão, porque o time orientado pelo técnico Antônio Lopes era, ao menos em teoria, uma máquina mortífera e arrasadora. Mas, no final das contas, o que vai mesmo para a história do futebol gaucho é que o Grêmio e o Internacional foram superados pelo Caxias no campeonato regional. Justamente pelo time que teve enormes dificuldades para saldar seus compromissos com o grupo de jogadores. Daí, a enorme expectativa dos torcedores colorados e gremistas para as providências que estão sendo tomadas no Olímpico e no Beira-Rio, tendo em vista a realização do próximo Brasileirão. Da maneira como está, não dá para ficar. O risco de fazerem fiasco além das fronteiras do Rio Grande está perigosamente próximo.
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