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15 de junho de 2008 | N° 15633AlertaVoltar para a edição de hoje

  • Bate-pronto/Sandro Goiano, volante do Sport

    Aos 34 anos, poucos meses depois de sair do Grêmio como um dos grandes ídolos da torcida, o volante Sandro Goiano (D, na foto) curte o sucesso mais uma vez. Na última quarta-feira, ele conquistou o título da Copa do Brasil pelo Sport, na mesma Recife onde em 2005 ajudou o Grêmio a sair da Série B. Quinta-feira, logo depois do treino e um dia após a vitória sobre o Corinthians, ele atendeu seu celular. O que falou está aqui:

    Como foi decidir um título contra Mano Menezes, seu amigo de Grêmio?

    Sandro Goiano
    - Vou repetir o próprio Mano. Há poucos dias, ele disse: gosto do Sandro, mas gosto mais de mim. Comigo é a mesma coisa. Torço para que tudo dê certo no trabalho dele no Corinthians, mas eu queria este título. Fiquei feliz para caramba com a vitória.

    O fato de muita gente não apostar no Sport Recife incomodou vocês?

    Sandro -
    Não, pelo contrário. Nos deu força. As críticas sempre eram usadas nas preleções de vestiário, como foi feito antes do jogo de quarta-feira. É um problema da imprensa do Sudeste. Ela parece usar uma viseira que impede de enxergar o Nordeste. Não vê o que ocorre aqui, pensa que só há marginal.

    Vocês não concordam que a campanha foi uma surpresa?

    Sandro
    - Não tinha ninguém muito superior ao Sport. A gente sempre soube de nossas limitações, mas sempre soubemos também da nossa força.

    Você, pelo jeito, se adaptou muito bem ao Sport. Como se deu isso?

    Sandro
    - Quando cheguei aqui falei logo: para ganhar alguma coisa, tem de ser copeiro. Usei o exemplo do Grêmio. Ele sempre chega por causa deste estilo. O Sport jogou o tempo todo assim. Eles gostam deste estilo e, inclusive, vivem falando que são parecidos com os times do Sul. O futebol daqui tem muita aplicação, muita pegada.

    É por isso que você estava sempre sério, mesmo depois do segundo gol?

    Sandro
    - Sempre acho que é preciso concentração máxima. Muitos pegam no meu pé, dizendo que estou com cara de doido nos jogos, mas é apenas na partida. Quem me conhece sabe que sou um cara sereno, pacato. Quando o clube está envolvido, é preciso mudar. O torcedor quer exatamente isso, ele vive intensamente o clube, é apaixonado.

    E como foi a festa?

    Sandro
    - Uma loucura. Vivi três momentos assim: o retorno para Belém, depois que o Paysandu conquistou a Copa dos Campeões, a volta a Porto Alegre após a Batalha dos Aflitos (vitória sobre o Náutico e volta para a Série A) e a do Sport, ao vencer o Corinthians. Não pára mais.

    Você sabe, certamente, que aqui muitos gremistas torceram pelo Sport?

    Sandro -
    Sem dúvida. Muitos me ligaram, todos solidários. Sempre gostaram do meu jeito, da minha seriedade. Sou um cara que se dedica ao máximo.

    Até quando vai seu contrato?

    Sandro
    - Tenho mais um ano e meio. Depois, pretendo jogar mais um ano. Quando a gente está feliz, sempre procura esticar mais um pouquinho. Além disso, moro em um lugar bem gostoso.

    Onde?

    Sandro
    - Na Praia da Boa Viagem, perto daqueles bichinhos que roem o tornozelo da gente.

    Bichinhos?

    Sandro
    - (risos) É, os tubarões aqueles. Mas eu não me arrisco muito, não. No máximo, coloco o dedinho na água.

  • Em Assunção

    Pouco antes da viagem para Assunção, Dunga tirou Anderson e reforçou a marcação da Seleção Brasileira no meio-campo. Pode até mudar de idéia, mas este deve ser mesmo o formato da equipe para o jogo deste domingo, contra o Paraguai, em Assunção. O Brasil está em terceiro lugar na tabela das Eliminatórias, a dois pontos do próprio Paraguai, e Dunga sabe que entra em uma fase complicada. Agora, qualquer resultado ruim vai intensificar a pressão. Por isso, Dunga decidiu ampliar a força do meio-campo.

  • Olho neles

    Pouco depois do jogo do Brasil, a Argentina enfrenta o Equador, em casa. Os argentinos têm nove pontos, um à frente da Seleção. Ou seja: podem se distanciar.

  • Não deu

    A Itália apenas empatou com a Romênia na sexta-feira. Não haverá portanto o strip-tease ao vivo prometido pela apresentadora da MTV italiana Elena Santarelli para o caso de vitória. Os deuses do futebol, definitivamente, não são justos.

  • Jardel de volta

    Torcedores que andam com saudade do goleador Jardel têm encontro marcado com ele no próximo dia 28, um domingo. Ele vestirá a camiseta do Cerâmica, em Gravataí, para um jogo beneficente contra uma seleção da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais. Jardel faz atualmente trabalho de recuperação física na UFRGS.

  • "Vejo todo mundo se defendendo. Só a Seleção tem que atacar, atacar"

    DUNGA, ao falar no esquema para o jogo em Assunção 

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