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Aos 34 anos, poucos meses depois de sair do Grêmio como um dos grandes ídolos da torcida, o volante Sandro Goiano (D, na foto) curte o sucesso mais uma vez. Na última quarta-feira, ele conquistou o título da Copa do Brasil pelo Sport, na mesma Recife onde em 2005 ajudou o Grêmio a sair da Série B. Quinta-feira, logo depois do treino e um dia após a vitória sobre o Corinthians, ele atendeu seu celular. O que falou está aqui:
Como foi decidir um título contra Mano Menezes, seu amigo de Grêmio?
Sandro Goiano - Vou repetir o próprio Mano. Há poucos dias, ele disse: gosto do Sandro, mas gosto mais de mim. Comigo é a mesma coisa. Torço para que tudo dê certo no trabalho dele no Corinthians, mas eu queria este título. Fiquei feliz para caramba com a vitória.
O fato de muita gente não apostar no Sport Recife incomodou vocês?
Sandro - Não, pelo contrário. Nos deu força. As críticas sempre eram usadas nas preleções de vestiário, como foi feito antes do jogo de quarta-feira. É um problema da imprensa do Sudeste. Ela parece usar uma viseira que impede de enxergar o Nordeste. Não vê o que ocorre aqui, pensa que só há marginal.
Vocês não concordam que a campanha foi uma surpresa?
Sandro - Não tinha ninguém muito superior ao Sport. A gente sempre soube de nossas limitações, mas sempre soubemos também da nossa força.
Você, pelo jeito, se adaptou muito bem ao Sport. Como se deu isso?
Sandro - Quando cheguei aqui falei logo: para ganhar alguma coisa, tem de ser copeiro. Usei o exemplo do Grêmio. Ele sempre chega por causa deste estilo. O Sport jogou o tempo todo assim. Eles gostam deste estilo e, inclusive, vivem falando que são parecidos com os times do Sul. O futebol daqui tem muita aplicação, muita pegada.
É por isso que você estava sempre sério, mesmo depois do segundo gol?
Sandro - Sempre acho que é preciso concentração máxima. Muitos pegam no meu pé, dizendo que estou com cara de doido nos jogos, mas é apenas na partida. Quem me conhece sabe que sou um cara sereno, pacato. Quando o clube está envolvido, é preciso mudar. O torcedor quer exatamente isso, ele vive intensamente o clube, é apaixonado.
E como foi a festa?
Sandro - Uma loucura. Vivi três momentos assim: o retorno para Belém, depois que o Paysandu conquistou a Copa dos Campeões, a volta a Porto Alegre após a Batalha dos Aflitos (vitória sobre o Náutico e volta para a Série A) e a do Sport, ao vencer o Corinthians. Não pára mais.
Você sabe, certamente, que aqui muitos gremistas torceram pelo Sport?
Sandro - Sem dúvida. Muitos me ligaram, todos solidários. Sempre gostaram do meu jeito, da minha seriedade. Sou um cara que se dedica ao máximo.
Até quando vai seu contrato?
Sandro - Tenho mais um ano e meio. Depois, pretendo jogar mais um ano. Quando a gente está feliz, sempre procura esticar mais um pouquinho. Além disso, moro em um lugar bem gostoso.
Onde?
Sandro - Na Praia da Boa Viagem, perto daqueles bichinhos que roem o tornozelo da gente.
Bichinhos?
Sandro - (risos) É, os tubarões aqueles. Mas eu não me arrisco muito, não. No máximo, coloco o dedinho na água.
Pouco antes da viagem para Assunção, Dunga tirou Anderson e reforçou a marcação da Seleção Brasileira no meio-campo. Pode até mudar de idéia, mas este deve ser mesmo o formato da equipe para o jogo deste domingo, contra o Paraguai, em Assunção. O Brasil está em terceiro lugar na tabela das Eliminatórias, a dois pontos do próprio Paraguai, e Dunga sabe que entra em uma fase complicada. Agora, qualquer resultado ruim vai intensificar a pressão. Por isso, Dunga decidiu ampliar a força do meio-campo.
Pouco depois do jogo do Brasil, a Argentina enfrenta o Equador, em casa. Os argentinos têm nove pontos, um à frente da Seleção. Ou seja: podem se distanciar.
A Itália apenas empatou com a Romênia na sexta-feira. Não haverá portanto o strip-tease ao vivo prometido pela apresentadora da MTV italiana Elena Santarelli para o caso de vitória. Os deuses do futebol, definitivamente, não são justos.
Torcedores que andam com saudade do goleador Jardel têm encontro marcado com ele no próximo dia 28, um domingo. Ele vestirá a camiseta do Cerâmica, em Gravataí, para um jogo beneficente contra uma seleção da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais. Jardel faz atualmente trabalho de recuperação física na UFRGS.
"Vejo todo mundo se defendendo. Só a Seleção tem que atacar, atacar"
DUNGA, ao falar no esquema para o jogo em Assunção