Confira os profissionais que assinam os projetos desta edição do caderno Casa&Cia
Material curinga está presente em áreas da Mostra Casa&Cia Praia
Provoca compreensível reação do magistério o anúncio da secretária de Educação, Mariza Abreu, sobre a redução do número de turmas de alunos nas escolas estaduais. Os professores temem que recaia sobre eles uma sobrecarga maior de trabalho - o que, para muitos, pode ser realmente injusto, já que ganham mal e enfrentam condições adversas diariamente. Alegam, ainda, que o governo gasta mal e, por isso, não sobram recursos suficientes para a educação.
Ainda que tenham as suas razões para se opor à medida, o que realmente cabe aos professores - como também à sociedade - é exigir da Secretaria de Educação argumentos técnicos para a racionalização. Não é crível que a secretária esteja tomando tal decisão por outra motivação que não seja busca de maior eficácia no ensino estadual. Os números já apresentados por ela são contundentes: as matrículas caíram de 1,36 milhão em 2006 para 1,32 milhão em 2007. São cerca de 40 mil alunos a menos. Então, é lógico que a estrutura para dar atendimento a esse
universo de
estudantes também seja reduzida. Trata-se de uma questão objetiva.
É sempre muito fácil fazer demagogia em cima da educação. Fechar escolas, em princípio, é sempre uma ação preocupante. Da mesma forma, não parece produtivo superlotar salas de aulas ou criar turmas multisseriadas, em que o ensino é sempre deficiente. Mas também é justo que se dê um crédito para quem tem a missão de organizar um sistema educacional complexo como o estadual - desde que as alterações sejam comunicadas à sociedade com o máximo de transparência e, de preferência, negociadas com todos os setores envolvidos.
Não serve para ninguém o jogo-de-braço que se prenuncia entre a Secretaria de Educação e as entidades representativas do magistério, pois, sempre que isso acontece, os maiores prejudicados são os estudantes. Por isso, o espaço que ainda existe para o diálogo e para a negociação precisa ser ocupado pelas lideranças dos dois lados.
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