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29 de dezembro de 2007 | N° 15463AlertaVoltar para a edição de hoje

Mallmann vive dia de político na Capital

Secretário foi ver de perto o resultado do trabalho da Brigada

Ao ver o secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, circular no centro da Capital rodeado de fotógrafos e seguranças, um jovem indagou ao amigo: - Quem é ele? É político? - Não sei. Não conheço, mas deve ser. Anda de terno e gravata cumprimentando até os brigadianos - respondeu o rapaz.

Escolhido para a função por ter perfil técnico - diferentemente de seus antecessores, que eram deputados federais - , o delegado federal Mallmann viveu ontem um dia semelhante ao de políticos em campanha. Na caminhada de quase uma hora pelas ruas do centro de Porto Alegre para ver o trabalho feito pela Brigada Militar nos últimos meses, o secretário cumprimentou comerciantes, tirou fotos com populares e parou num bar para tomar água mineral. Ficou satisfeito.

- Estamos devolvendo o Centro ao cidadão. Vejo as calçadas limpas. Os comerciantes legalizados estão trabalhando com tranqüilidade. O Centro é outro - disse Mallmann, suando sob um terno azul-marinho.

Ao lado de Idenir Cecchim, secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Mallmann foi às ruas onde havia maior concentração de ambulantes. Circulou pela Voluntários da Pátria, Doutor Flores, Otávio Rocha e Vigário José Ignácio e parabenizou pelo trabalho os PM que encontrou. Foi ver as obras do camelódromo, na Praça Rui Barbosa, mas não conseguiu entrar porque os funcionários estavam de folga.

- Isso aqui era tomado de camelôs. As pessoas não podiam nem caminhar - lembrou Cecchim, mostrando a Doutor Flores.

Desde outubro, BM e Smic começaram a apertar o combate aos piratas. Conforme a BM, 600 pessoas foram detidas, e 90 mil CDs e DVDs apreendidos em três meses. Quando voltavam pela Otávio Rocha, os dois secretários foram parados pela ambulante Cleni Leite, 61 anos. Ela sacou uma câmera para fotografá-los:

- Esse trabalho foi muito bom para nós, legalizados. Agora estou esperando o camelódromo.

Mallmann encerrou a visita no Chalé da Praça Quinze. Negou a oferta de chope feita pelo garçom.

- Uma água mineral, por favor!

( mauro.graeff@zerohora.com.br )

MAURO GRAEFF JUNIOR
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