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Material curinga está presente em áreas da Mostra Casa&Cia Praia
Apesar do esforço das polícias rodoviárias e de campanhas como Violência no Trânsito - Isso Tem que Ter Fim, da RBS, pelo menos 33 pessoas morreram nas estradas e nas ruas gaúchas no feriado de Natal mais sangrento sob a vigência do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Desde que o CTB entrou em vigor, em 1998, nunca foi tão alta a média de mortes por dia em feriados de Natal no Estado. Das 12h de sexta-feira até as 12h de ontem, 7,5 pessoas por dia perderam a vida no trânsito.
Desanimadas com a insensatez ao volante, autoridades alertam: o morticínio poderá se repetir no feriado de Ano-Novo. A sensação é de guerra perdida no Natal. Considerando que o tamanho dos feriados natalinos varia todos os anos, Zero Hora fez uma média diária do número de fatalidades (veja gráfico acima), mostrando que natais como os de 1998, 1999, 2001 e 2003 - quando a média não ultrapassou quatro mortes diárias - contrastam com as estatísticas deste Natal.
A mobilização agora será para evitar
nova tragédia a partir de
sexta-feira, quando milhares de gaúchos invadirão as rodovias para celebrar a chegada de 2008. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) voltará a cancelar folgas dos seus integrantes para colocar o aparato máximo nas estradas. Deverão atuar 175 homens por turno, em 75 viaturas. O Comando Rodoviário da Brigada Militar também destacará sua força disponível. A previsão é de 280 policiais, em 83 carros.
Mas o consenso é de que só a fiscalização, por mais rigorosa, não impedirá outra carnificina. Policiais ficaram estupefatos com a imprudência no Natal. O chefe de Comunicação da PRF, Alessandro Castro, ressalta que acidentes foram causados por motoristas embriagados ou dirigindo cansados e sonolentos.
- Se os condutores mantiverem essa conduta, teremos mais um feriado trágico - avisa Castro.
A estratégia será intensificar as abordagens. Chefe do Estado-Maior do Comando Rodoviário da BM, o tenente-coronel Silanus Mello informa que foram abordados mais de 17 mil
condutores até as 12h de terça-feira.
Em todo o Natal de 2006, foram 12.050 procedimentos.
Especialistas também estão apreensivos com o Ano-Novo. Professor do Laboratório de Sistemas de Transportes (Lastran) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luis Antonio Lindau observa que as estradas precárias e as condições dos veículos influem no obituário. Mas pondera:
- O problema maior é a alcoolemia (teor de álcool no sangue).
Lindau acha que o Brasil terá de seguir o exemplo de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Espanha, que endureceram as punições a infratores para pacificar o trânsito.
O aumento da frota preocupa. De novembro de 2006 a novembro de 2007, os emplacamentos cresceram 34,8% no Estado - foram 300 carros a mais por dia, a maioria dirigida por motoristas sem experiência.
| O balanço |
| O número de mortos no RS por feriadão de Natal desde 1998: |
| 1998 16 |
| 1999 15 |
| 2000 26 |
| 2001 20 |
| 2002 36* |
| 2003 25 |
| 2004 27 |
| 2005 18 |
| 2006 19 |
| 2007 33** |
| *Naquele ano, foram computados seis dias no balanço |
| **Parcial (o número definitivo será fechado às 12h de hoje, quando se completam cinco dias de balanço) |
| zerohora.com |
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