Confira os profissionais que assinam os projetos desta edição do caderno Casa&Cia
Material curinga está presente em áreas da Mostra Casa&Cia Praia
Mais um feriadão termina com saldo chocante de mortes no trânsito: pelo menos 32 pessoas perderam a vida em acidentes só nas ruas e estradas do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, o feriadão foi um dos mais violentos dos últimos anos. Nas estradas federais do Brasil, o número de mortos aumentou cerca de 50% em relação ao Natal do ano passado. Para dezenas de famílias, a partir de agora o Natal deixará de ser uma festa para se converter em momento de lembrar os mortos.
Em meio a esse feriadão trágico, o Jornal Nacional do dia 24 exibiu uma reportagem mostrando que é possível virar esse jogo. A Espanha, que tinha um dos mais altos índices de mortes no trânsito em toda a União Européia, está ganhando a guerra com uma receita radical que certamente provocaria indignação em milhões de brasileiros, mas seria aplaudida por outros tantos que já não acreditam na história de que ações educativas são suficientes para educar motoristas despreparados.
O que a Espanha fez foi endurecer a lei que trata das punições para infratores do trânsito: lá, ultrapassar os limites de velocidade ou dirigir embriagado dá cadeia e multas pesadíssimas. O fracasso da combinação multa e pontos na carteira obrigou o país a repensar seu sistema de punições e os resultados apareceram na forma de vidas poupadas.
Um motorista que desrespeite as regras do trânsito em território espanhol pode ser condenado a pagar multa por determinado tempo - mil euros por mês durante dois anos, por exemplo. E, se flagrado dirigindo alcoolizado, sai direto do carro para a cadeia.
A certeza da impunidade está por trás dos acidentes provocados por quem desrespeita o Código de Trânsito Brasileiro. Embora as punições previstas na lei sejam rigorosas, são raros os motoristas que ao estourar o número de pontos perdem a carteira e deixam de dirigir por algum tempo.

Para cumprir a Constituição, o Senado realizou a última sessão do ano na véspera de Natal. Com o plenário praticamente vazio, os senadores discursaram mesmo para a TV Senado.
Ninguém poderia esperar que os senadores fossem trabalhar no dia 24 de dezembro, mas a imagem de meia dúzia de parlamentares em um plenário de 81 cadeiras acabou virando uma síntese do que foi um dos piores anos da história da Casa.
Abalado com o escândalo que resultou na renúncia de Renan Calheiros ao cargo de presidente, o Senado termina o ano como uma das instituições mais desacreditadas do país e tem sua utilidade questionada praticamente todos os dias.
Para recuperar essa imagem, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, quer a instituição "mais próxima da sociedade em 2008".
Os trabalhos só recomeçam depois do Carnaval.

Sem titubear, o prefeito José Fogaça vestiu a camiseta da campanha do grupo RBS contra a violência no trânsito.
A prefeitura tem pronto o esboço de uma campanha voltada para o pedestre, com o objetivo de reduzir o número de atropelamentos.
A data de lançamento depende de a prefeitura conseguir parceiros privados que ajudem a patrocinar a campanha.
O espírito do Pacto pelo Rio Grande, que marcou a gestão de Luiz Fernando Záchia na presidência da Assembléia, será retomado pelo deputado Alceu Moreira, que assume o comando do Legislativo em 31 de janeiro.
Com o nome de Sociedade Convergente, o programa de ação de Moreira para a Assembléia planeja levar as universidades, os conselhos regionais de desenvolvimento e entidades da sociedade civil para dentro do Legislativo para repensar o Estado.
O projeto de Alceu Moreira é fazer com que a Assembléia deixe de ser "uma fábrica de leis" para se transformar numa "usina de articulação dos grandes temas do Rio Grande do Sul".
O deputado fala em "redesenhar o Estado", promover "uma feira do conhecimento" e apresentar "um projeto para o Rio Grande do Sul".
Lembrou de alguma coisa? Foi esse o discurso dos idealizadores do Pacto, que acertou no diagnóstico da crise do Estado, mas não conseguiu produzir mudanças, e da Agenda 2020, uma usina de idéias ousadas que ainda não conseguiu se conectar com as políticas públicas.
Terminou ontem a primeira fase do tratamento quimioterápico a que o estudante Pietro Albuquerque, 18 anos, filho do deputado Beto Albuquerque, se submete para combater a leucemia.
Beto conta que Pietro está animado porque a UFRGS concordou em aplicar as provas do vestibular dentro do hospital. O jovem quer ser jornalista.
Como o rapaz ainda precisa de reposição de sangue, Beto apela aos doadores (de qualquer grupo) para que façam contato com o Banco de Sangue do Hospital Mãe de Deus e agendem a doação.
A Secretaria da Fazenda informa que o pagamento da conta de água ao Dmae está sendo feito em juízo, porque a autarquia não aceitou receber a fatura atual e deixar as dívidas antigas para posterior negociação, como fizeram outros credores.
O destino da Procergs será decidido amanhã, quando o conselho de administração analisar os resultados da sindicância que investigou denúncias de irregularidades.
Os gaúchos que exigem a indicação dos locais onde estão instalados os pardais se dariam mal na Espanha, onde as infrações são flagradas por helicópteros equipados com radares.