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21 de novembro de 2007 | N° 15425AlertaVoltar para a edição de hoje

Muita conversa, pouca ação

O 2º Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês), que durante quatro dias reuniu representantes de mais de cem países no Rio de Janeiro, terminou com muitos debates e poucas conclusões. Ficou confirmado apenas o compromisso de dar seqüência às discussões no próximo ano em Nova Delhi, na Índia.

Criado há dois anos, o IGF discute maneiras de democratizar a gestão da web e reduzir o controle dos Estados Unidos sobre a rede, abrindo espaço para nações emergentes, como Brasil, Índia e China, que apresentam um número crescente de internautas. Um dos principais pontos de divergência é a extensão dos endereços na internet (ponto "com", "org" ou "net", por exemplo).

Hoje, estas denominações são controladas pela Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na siglas em inglês) uma organização sem fins lucrativos baseada na Califórnia (EUA), e na qual os representantes norte-americanos têm poder de veto.

O governo brasileiro defende uma Icann mais independente. Conforme Hadil da Rocha Vianna, representante do Brasil no evento, por enquanto o IGF realiza apenas debates, mas até 2010, quando será concluído, deverá propor ações concretas.

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