Foto: Divulgação |
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Um estudo realizado por psiquiatras do Fraulain Psychiatric Institute, na Irlanda do Norte, com um grupo de 15 psicopatas, mostrou que as regiões do cérebro ligadas às emoções morais desse grupo não foram ativadas em situações de crueldade, violência e sofrimento.
O estudo foi denominado Can You Take It?, em português, Você Agüenta? Analisou inclusive o perfil do psicopatas famosos, como o personagem da série Dexter. Fiz o teste e o resultado foi o seguinte: "fique tranqüilo, você não mata nem baratas". Mentira, já matei várias com chineladas.
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O conteúdo acima não condiz com o conteúdo deste blog. A postagem foi realizada com o único intuito de chamar à atenção da audiência - visando que esta acesse os demais conteúdos do site.
O relógio gritou: o dia nascera. Como de costume, antes de acordar meus sentidos amorfos com uma ducha fria, fui até o quarto dos fundos.
A luz escura era como olhos fechados. A cama arrumada como festa sem música. Aliás, ali parecia o refúgio de todo o silêncio do mundo. Num instante, ao olhar para a luzinha azul do som – que ainda insistia em viver – parecia ter visto algo mexer-se entre o edredom.
Tom mata Jerry na exposição SplatterFoto: Divulgação |
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Quando criança, adorava o Patolino. Nunca me conformei com o fato do chato do Pernalonga sempre levar vantagem em cima do coitado. Pois agora, é a vez da vingança de todos os personagens reprimidos dos desenhos animados. Na mostra Splatter, do artista britânico James Cauty: Tom mata Jerry, o Coiote alcança e acaba com o Papa-léguas e Frajola finalmente almoça o Piu-piu.
A exposição - em cartaz na galeria Aquarium, em Londres - dá asas à imaginação de quem já pensou no que aconteceria de verdade quando os personagens de desenhos animados cometem atos de violência uns contra os outros. James diz que a idéia para a mostra partiu de seu filho, Harry, de 15 anos de idade.
- É incrivelmente sanguinário. As conseqüências reais da violência nos desenhos animados são reveladas. Eles massacram uns aos outros - disse o artista plástico britânico James Cauty ao site da BBC.
A única falha da mostra é não ter colocado em apuros o Pica-Pau. Convenhamos, aquela ave bicuda é uma peste.
Ben KwellerFoto: Divulgação |
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O jeito de vestir do cantor Ben Kweller é igual ao seu processo de composição: une a simplicidade caipira - também conhecida como folk - com o rock moderno. O resultado são canções suaves indicadas para longas viagens de carro - daquelas que você dirige balançando a cabeça.
Nascido em São Francisco, Ben Kweller já gravou quatro discos. Porém, é um desconhecido em terras tupiniquins. Conheci nosso amigo graças ao Last.fm - que indica músicos parecidos com o que você está ouvindo no momento.
No seu último CD, Ben Kweller (2006), descobri a canção Run. Ela é tão querida que dá vontade de ficar escutando pela eternidade. Fique com ela:
Cena do filme Mamma Mia!Foto: Divulgação |
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Enquanto existir música haverão motivos para acreditarmos num mundo melhor, seja num termo global ou mesmo no nosso próprio mundinho mental. Cheguei à esta conclusão depois de assitir ao musical Mamma Mia!. Saí do cinema leve, com a certeza que caímos nesse planeta para cantar e dançar. Não conforme a música, mas conforme a trilha sonora que escolhemos.
Mamma Mia! - protagonizado pela poderosa Meryl Streep - é embalado por 20 canções do Abba. Algumas delas estão aí embaixo com os devidos pitacos. Boa dança!
Tudo começa com um sonho
Se cair, os amigos ajudam levantar
Sem hipocrisia, dinheiro é muito bom
Bah, o vencedor leva tudo
Confessa, você já dançou essas duas
SoKoFoto: Divulgação |
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Navegando no fabuloso mundo dos hiperlinks chego até esse nome: Soko.
A cantora parisiense nasceu como Stéphanie Sokolinski. Contudo, adotou o nome de SoKo como um trocadilho para “not sokute”, algo como ‘não tão adorável’. Aliás, é assim que são suas canções: melodias angelicais - guiadas na maioria das vezes apenas pelo violão -, mas com letras ácidas.
Soko trabalhava como atriz na cidade onde nasceu, Bordeaux. Mas um dia essa história mudou: gravou uma música para presentear uma amiga e enviou por celular. Um amigo mostrou ao outro, que mostrou ao outro….E tudo terminou em mais um hit no Myspace.
Entre as canções que escutei, I’ll kill her ganhou o posto de preferida. Nela, SoKo mostra um misto de fofura e intensidade num vocal quase falado. Fique com ela:
Foto: Rafael Terra |
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Não lembro o dia, nem qual era o meu destino. Mas lembro dela: uma mulher de meia idade que trazia no rosto histórias de uma vida nada boa. Esperas me deixam aflito e quando tenho de enfrentá-las sempre arrumo algo para fazer o tempo passar despercebido. Também não lembro o que fazia enquanto esperava o ônibus, mas lembro dela que sem nenhum motivo aparente me esbofeteou o rosto.
O tempo que para mim não passava, para ela parecia que tinha passado rápido demais. Os passos longos estavam em busca de algo que se perdeu e o olhar esbugalhado parecia manter um diálogo com o nada. Aliás, o nada - a total falta de sentido - era o guia de sua caminhada. Eu era uma espécie de pedra no seu caminho que merecia ser banida, castigada. E assim foi, quando meu olhar cruzou com o dela, senti uma mão calejada em minha face. O tapa não doeu, mas até hoje me acompanha como uma pergunta sem resposta. O porquê ela teria feito aquilo? Teria o poder de ler pensamentos e como reprovação aos meus teria me batido?
No ano passado, a Cláudia também teve uma experiência parecida com a minha. Só que a dela deixou até alguns pontos na cabeça. Esse assunto há muito tempo estava na minha mente querendo ganhar forma, mas não sei bem o porquê ele não nascia. Seu nascimento deu-se pelas constantes conversas sobre a "loucura" com o Alan - que detesta pessoas que se auto-intitulam como "loucas".
Fiz um passeio mental e voltei ao dia que levei um tapa sem um porquê e conclui: a verdadeira loucura é aquela que tira os porquês, nela não existem motivos, nem explicações, apenas atitudes impulsivas, mesmo essas afetando de alguma forma aqueles que estão em nossa volta. De vez em quando é saudável quebrar a rotina e fazer alguma loucurinha - no diminutivo mesmo. Mas contente-se com sua normalidade. Os loucos verdadeiros sofrem e fazem quem está a sua volta sofrer, pelo simples fato de andarem pela vida sem motivos e sem porquês.
É tão estranho”, ela diz. “Passei a vida inteira batendo ponto, com horário pra tudo. Quando me aposentei, arranquei o relógio do pulso e joguei fora. Finalmente eu seria livre. Aí apareceu essa doença. Quando tive tempo, descobri que meu tempo tinha acabado”.
Ela está intrigada com essa traição da vida. Sua expressão é de perplexidade. Ailce de Oliveira Souza não é uma filósofa, é uma merendeira de escola. Toda sua vida havia sido de uma concretude às vezes brutal. E agora a morte chegava exigindo metáforas.
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Os dois parágrafos acima foram retirados da reportagem A mulher que alimentava, da queridona Eliane Brum. Publicada na revista Época, o texto narra os últimos 115 dias da vida da merendeira Ailce de Oliveira Souza, morta em agosto. A matéria é tão sensível e bem escrita que parece ficção. Entretanto, é a realidade gritando em nossos ouvidos: viva, viva!
Eliane Brum comenta como foi fazer a reportagem
Foto: Divulgação |
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O filme acabou. Ela virou a cabeça para o lado esquerdo e adormeceu. Fechei os olhos e tentei dormir também. Sonhos ou pesadelos não vinham. Não que fosse avesso a transformar meu corpo num receptivo templo do sono para meu amor, o que fazia os meus olhos ficarem abertos eram as coisas que permaneciam vivas em minha volta.
Enquanto ela parecia ter atingido o êxtase, tudo que me cercava incomodava. A televisão que permanecia ligada, o vento frio que entrava pela janela e fazia os meus DVD’s guerrearem numa luta de empurra-empurra e, agora, a minha incapacidade de adormecer como ela. Se fosse um jogo, teria perdido.
Comecei a pensar em formas de como escapar daquela posição sem acordá-la. Contudo, cada pequeno movimento que fazia parecia trazer-lhe mais próxima para a realidade dos acordados. O sono dela parecia tão frágil quanto às mãos pequeninas e branquelas que jaziam sobre o meu peito.
O relógio do rádio - que piscava com sua luz azul detestável - me avisava que já havia passado intermináveis quarenta minutos. Ela realmente tinha alcançado as profundezas do sono e talvez fosse despertar somente no outro dia. Eu estava fadado a passar a noite em claro, acorrentado ao sofrimento das minhas manias não praticadas naquela noite e de meus pensamentos inconvenientes. Aliás, agora estava a pensar sobre não ter escovado os dentes. Quantas bactérias teriam aproveitando esse deslize e se instalado na minha boca? Estava decidido: na segunda marcaria uma consulta no dentista.
Meu corpo também dava sinais de cansaço. Os braços pareciam pedaços de madeiras podres sendo atacados por cupins e a bexiga estava disposta a transformar meus lençóis num mictório fedorento. Foi quando, como num sonho, a claridade da janela escancarada mostrou-me os olhos dela abertos. Ela beijou-me a bochecha e disse:
- Amor, não consigo dormir. Você pode fechar a janela e desligar a televisão?
Capa do livro Vida para Consumo – A Transformação das Pessoas em MercadoriaFoto: Divulgação |
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Amo fazer reportagens relacionadas ao comportamento humano. Sendo assim, psicólogos e psiquiatras são minhas fontes corriqueiras. Numa dessas empreitadas, escutei o seguinte - com sotaque e tudo: “bah, tu tens que conhecer o Zygmunt Bauman”. E assim foi, conheci o sociólogo polonês e o seu amor líquido.
Em sua obra, Zygmunt Bauman nos apresenta uma visão bastante crítica da sociedade contemporânea e a fragilidade dos atuais relacionamentos. No seu novo livro, Vida para Consumo – A Transformação das Pessoas em Mercadoria (Ed. Jorge Zahar, 2008, 199 pag.), o pensador afirma que um dos segredos mais bem guardados da sociedade é o de que as pessoas têm sido, sem perceber, ao mesmo tempo “promotoras de mercadorias e as próprias mercadorias que promovem”.
Segundo o autor, o “teste” em que as pessoas precisam passar para obter os prêmios sociais ambicionados exige que “remodelem” a si mesmas como se também fossem objetos de consumo que precisassem ser aceitos e valorizados. Resumindo: como produtos capazes de obter atenção e atrair demanda de fregueses.
Vou ler o livro comendo chocolate. Ele me ajudará a encarar essas verdades tão duras.

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