Década de
1950
(Os anos dourados)
Presidente Juscelino Kubitschek põe em prática o Plano de Metas, com o slogan "50 anos em cinco". Eram 31 objetivos nas áreas de energia, transportes, alimentação, indústria de base, educação e a meta principal, a construção de Brasília
Década de
1960
(Os anos rebeldes)
Na busca por debelar a inflação e retomar o crescimento da economia, o governo João Goulart lança em 1963 o Plano Trienal. Um dos pais da ideia era o economista Celso Furtado. Mas as resistência às reformas de base propostas por Jango levam ao golpe militar de 1964 e ao fracasso de seu projeto.
• Já com os militares no poder, é lançado em 1964 o Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg), sob a batuta dos ministros Roberto Campos e Otávio Gouvêa de Bulhões. Para segurar a inflação, são tomadas medidas para conter a massa de renda. O crédito é restringido e há tentativa de dificultar importações e ampliar as exportações. O plano teve algum sucesso no combate à escalada dos preços, mas foi incapaz de reativar a economia.
Década de
1970
(O milagre econômico)
Governo Médici apresenta o Metas e Bases para a Ação de Governo (MBAG). A missão era preparar um crescimento acima de 7% ao ano nas próximas três décadas. Amparado no programa, é elaborado o 1º Plano Nacional de Desenvolvimento (1º PND), válido entre 1972 e 1974. Intenção era duplicar a renda per capita do país até 1980, com o PIB avançando acima de 8% ao ano e mantendo a inflação controlada, abaixo de 10%.
• Durante o 1º PND são iniciadas grandes obras como a rodovia Transamazônica e a hidrelétrica de Itaipu.
Década de
1980
(A década perdida)
O país ingressa nos anos 80 com a economia avançando pouco, inflação crescente e dívida externa alta. O cenário se deteriorou ainda mais com crises externas, como os reflexos do choque do petróleo e a elevação dos juros no mundo. No fim do governo militar, em 1985, a dívida externa chegava a US$ 105 bilhões, quase o dobro do final da década de 1970.
• Os primeiros anos da redemocratização, com José Sarney no Palácio do Planalto, ficaram longe de qualquer sucesso no combate às crises. Em 1986, os planos Cruzado e Cruzado 2 foram incapazes de conter a inflação. Na primeira fase houve congelamento dos preços e apareceram as figuras dos fiscais do Sarney _ donas de casa, principalmente, que monitoravam os preços nos supermercados.
Década de
1990
(Enfim a inflação controlada)
Fernando Collor de Mello assume a presidência da República em 1990 e promete acabar com a inflação com uma única bala. Novamente recorreu-se a congelamento de preços e salários, acompanhado de medidas como aumento de tarifas de serviços públicos, como energia elétrica, e o confisco da poupança. Mas o tiro saiu pela culatra e o dragão inflacionário reviveu. Em 1991 sai o Plano Collor 2, com novas medidas, mas é mais um fracasso.
Década de
2000
(Salto após a estabilização)
Chega o fatídico setembro de 2008 e a crise norte-americana contamina o Brasil, que tem queda do PIB em 2009 (-0,3%). Para reverter a situação, o governo aposta principalmente no incentivo ao consumo.
Década de
2010
(Crescimento amarrado)
A então ministra-chefe da Casa Civil de Lula, Dilma Rousseff, é eleita presidente e inicia o seu governo em lua de mel com o empresariado do país.