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Ásia
Extrema

China

Japão

Coreia do Sul

Taiwan

Hong Kong

"Em Busca da Vida", de Jia Zhang Ke.

China e Japão são pólos tradicionais do cinema, o primeiro com uma das indústrias mais bem estabelecidas do mundo, o segundo com mestres tão luminares como Ozu e Kurosawa. O que chama a atenção na produção contemporânea desses países, no entanto, é sua capacidade de trilhar caminhos imensamente diferentes daqueles pavimentados pelos seus ícones maiores. Além disso, fica na região aqui denominada Ásia Extrema uma das cinematografias da hora: a Coreia do Sul, que hoje é um dos centros de produção cultural mais ativos do planeta. Isso, somado à capacidade de investimento em locais como Taiwan e Hong Kong, faz a produção desta região distante presença fundamental em grandes festivais e mostras espalhadas pelo mundo.
Top10
Filmes
  • Amor à Flor da Pele

    de Wong Kar Wai (Hong Kong, 2000)

  • Dolls

    de Takeshi Kitano (Japão, 2002)

  • Oldboy

    de Park Chan-wook (Coreia do Sul, 2003)

  • A Casa Vazia

    de Kim Ki-duk (Coreia do Sul, 2004)

  • Ninguém Sabe

    de Hirokazu Koreeda (Japão, 2004)

  • Three Times

    de Hou Hsiao-hsien (Taiwan, 2005)

  • Em Busca da Vida

    de Jia Zhang Ke (China, 2006)

  • O Hospedeiro

    de Bong Joon-ho (Coreia do Sul, 2006)

  • Tokyo Sonata

    de Kiyoshi Kurosawa (Japão, 2008)

  • Poesia

    de Lee Chang-dong (Coreia do Sul, 2010)

Leste
Europeu

Polônia

Hungria

Romênia

Croácia

Bósnia

Sérvia

República Tcheca

"Essential Killing", de Jerzy Skolimowski.

A Romênia tem, provavelmente, a cinematografia mais surpreendente de todo o planeta desde os anos 2000. Com uma produção contundente tanto do ponto de vista político quanto estético, tem marcado presença nos principais festivais do mundo – conquistando inúmeros prêmios, inclusive. Mais recentemente, o cinema produzido na Bósnia, na Sérvia, na Croácia e, sobretudo, na Polônia, também tem se feito notar, ainda que com menos barulho – e projeção internacional. Da seleção de países do Leste Europeu que compõem este recorte da série Volta ao Mundo do Cinema, trambém se pode esperar energia revigoradora de velhos mestres, como Emir Kusturica e Béla Tarr.
Top10
Filmes
  • Pornografia

    de Jan Jakub Kolski (Polônia, 2003)

  • Testemunhas

    de Vinko Bresan (Croácia, 2003)

  • A Morte do Senhor Lazarescu

    de Cristi Puiu (Romênia, 2005)

  • A Leste de Bucareste

    de Corneliu Porumboiu (Romênia, 2006)

  • Como Festejei o Fim do Mundo

    de Catalin Mitulescu (Romênia, 2006)

  • Em Segredo

    de Jasmila Zbanic (Bósnia, 2006)

  • 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias

    de Cristian Mungiu (Romênia, 2007)

  • Essential Killing

    de Jerzy Skolimowski (Polônia, 2010)

  • O Moinho e a Cruz

    de Lech Majewski (Polônia, 2011)

  • O Cavalo de Turim

    de De Béla Tarr e Ágnes Hranitzky (Hungria, 2011)

Universo
Nórdico

Suécia

Noruega

Finlândia

Dinamarca

"Deixa Ela Entrar", de Tomas Alfredson.

Tradicionalíssimo, o cinema da Suécia tem dado, nos últimos anos, amostras de maturidade com longas-metragens de gênero, grandes produções voltadas para o mercado e, ao mesmo tempo, filmes diferenciados em seus aspectos formais. Mas é da Dinamarca, com o estabelecimento da geração pós-Dogma 95, que vêm as principais novidades da região que aqui chamamos Universo Nórdico. Somadas às produções da Finlândia e da Noruega, com suas reflexões profundas sobre a sociedade contemporânea, os países desta região constituem uma força estabelecida e absolutamente incontestável do cinema contemporâneo global.
Top10
Filmes
  • Canções do Segundo Andar

    de Roy Andersson (Suécia, 2000)

  • O Homem sem Passado

    de Aki Kaurismäki (Finlândia, 2002)

  • Para Sempre Lilya

    de Lukas Moodysson (Suécia, 2002)

  • Dogville

    de Lars Von Trier (Dinamarca, 2003)

  • Brothers

    de Susanne Bier (Dinamarca, 2004)

  • Caro Sr. Horten

    de Bent Hamer (Noruega, 2007)

  • Deixa Ela Entrar

    de Tomas Alfredson (Suécia, 2008)

  • O Guerreiro Silencioso

    de Nicolas Winding Refn (Dinamarca, 2009)

  • Submarino

    de Thomas Vinterberg (Dinamarca, 2010)

  • Headhunters

    de Morten Tyldum (Noruega, 2011)

Oriente
Exótico

Camboja

Vietnã

Indonésia

Malásia

Tailândia

Filipinas

"Mal dos Trópicos", de Apichatpong Weerasethakul.

Exótica até no nome, esta região da série Volta ao Mundo do Cinema tem uma produção cinematográfica emergente e já reconhecida nos grandes festivais internacionais, mas que ainda precisa ser descoberta pelo público do Ocidente. Há tradição: nos anos 1970 e 80, antes de serem sufocadas por Hollywood e também Bollywood, Tailândia e Filipinas tinham indústrias poderosas de cinema. E há novidades, como a obra político-documental de Rithy Pahn e os títulos místicos e sensoriais de Apichatpong Weerasethakul. Falta apenas estabelecer contato – esteja preparado, que há muitos bons filmes a serem desbravados.
Top10
Filmes
  • S-21 - A Máquina da Morte do Khmer Vermelho

    De Rithy Panh (Camboja, 2003)

  • Last Life in the Universe

    De Pen-Ek Ratanaruang (Tailândia, 2003)

  • Mal dos Trópicos

    De Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 2004)

  • Buffalo Boy

    De Minh Nguyen Vo (Vietnã, 2004)

  • O Amor Conquista Tudo

    De Tan Chui Mui (Malásia, 2006)

  • Wonderful Town

    De Aditya Assarat (Tailândia, 2007)

  • Melancolia

    De Lav Diaz (Filipinas, 2008)

  • Kinatay

    De Brillante Mendoza (Filipinas, 2009)

  • Norwegian Wood

    De Hung Tran Anh (Vietnã, 2010)

  • Operação Invasão

    De Gareth Huw Evans (Indonésia, 2011)

América
Central

México

Guatemala

República Dominicana

Cuba

"Luz Silenciosa", de Carlos Reygadas.

Vem do México uma das mais barulhentas movimentações de jovens cineastas do planeta. Com um padrinho de 70 anos que parece um guri desbravando o vídeo digital (Arturo Ripstein), e com uma produção que vem chamando a atenção do mundo desde o sucesso de Amores Brutos (em 2000), o cinema mexicano contemporâneo está cheio de novos talentos a se prestar atenção. E não está sozinho: com uma produção errática, mas capaz de alguns bons filmes, os seus vizinhos da América Central aos poucos se fazem presente em festivais internacionais. Já o tradicional cinema cubano, atualmente, é mais diversificado e menos reconhecido do que aquele produzido em décadas anteriores. Mas revela preciosidades que podem render boas descobertas aos cinéfilos.
Top10
Filmes
  • Así És la Vida

    de Arturo Ripstein (México, 2000)

  • Lista de Espera

    de Juan Carlos Tabío (Cuba, 2000)

  • Amores Brutos

    de Alejandro González Iñárritu (México, 2000)

  • E sua Mãe Também

    de Alfonso Cuarón (México, 2001)

  • Suíte Havana

    de Fernando Pérez (Cuba, 2003)

  • O Violino

    de Francisco Vargas (México, 2005)

  • Luz Silenciosa

    de Carlos Reygadas (México, 2007)

  • Zona do Crime

    de Rodrigo Plá (México, 2007)

  • Jean Gentil

    de Israel Cárdenas e Laura Guzmán (República Dominicana, 2010)

  • Verano de Goliat

    de Nicolás Pereda (México, 2010)

Ex-Repúblicas
Soviéticas

Rússia

Casaquistão

Lituânia

Letônia

Ucrânia

Estônia

"As Tentações de Santo Antônio", de Veiko Õunpuu.

Épicos campais, grandes produções de guerra, filmes fantásticos que se confundem com os subgêneros que representam. A produção da "grande Rússia", neste século 21, tem um pouco de tudo – de obras de arte consagradas em festivais a títulos com grande potencial de comunicação com o público internacional, que têm servido de ponte para seus cineastas irem a Hollywood. Vale a pena conhecer as produções de países como o Casaquistão e a Estônia que cruzam suas fronteiras para receber prêmios nos grandes festivais – e, em alguns casos, alcançam o Oscar. As surpresas podem ser tão positivas que, daqui a pouco, veja só, você corre o risco de saber soletrar aqueles sobrenomes de cineastas tantas vezes ininteligíveis à primeira vista.
Top10
Filmes
  • Arca Russa

    de Alexander Sokurov (Rússia, 2002)

  • O Retorno

    de Andrey Zvyagintsev (Rússia 2003)

  • No Limite

    de Aleksei Uchitel (Rússia, 2003)

  • Shiza

    de Gulshat Omarova (Casaquistão, 2004)

  • 4

    de Ilya Khrzhanovskiy (Rússia, 2005)

  • 12

    de Nikita Mikhalkov (Rússia, 2007)

  • Tulpan

    de Sergei Dvortsevoy (Casaquistão, 2008)

  • As Tentações de Santo Antônio

    de Veiko Õunpuu (Estônia, 2009)

  • Minha Felicidade

    de Sergei Loznitsa (Ucrânia, 2010)

  • Family Portrait in Black and White

    de Julia Ivanova (Ucrânia, 2011)

Mundo
Ibérico

Portugal

Espanha

"Tabu", de Miguel Gomes.

Portugal é uma terra de contrastes. Vem de lá o mais longevo dos grandes cineastas em atividade (Manoel de Oliveira), vem de lá uma das mais pungentes gerações de jovens realizadores do planeta. Em meio a adaptações literárias e filmes de época, o país tem realizado preciosidades distintas entre si, mas que têm em comum algo universal – a capacidade de provocar o choque estético típico da grande arte. Sua vizinha Espanha, com seus diretores reconhecidos, de Carlos Saura a Bigas Luna, de Alejándro Amenábar a Juan Antonio Bayona, também possui uma produção ampla e farta em termos de qualidade – quase tão interessante quanto a de gigantes do continente europeu, como a França, mas nem sempre reconhecida pelas plateias internacionais.
Top10
Filmes
  • O Fantasma

    de João Pedro Rodrigues (Portugal, 2000)

  • Lucía e o Sexo

    de Julio Medem (Espanha, 2001)

  • Fale com Ela

    de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002)

  • A Vida Secreta das Palavras

    de Isabel Coixet (Espanha, 2005)

  • O Labirinto do Fauno

    de Guillermo del Toro (Espanha, 2006)

  • Juventude em Marcha

    de Pedro Costa (Portugal, 2006)

  • O Orfanato

    de Juan Antonio Bayona (Espanha, 2007)

  • Singularidades de uma Rapariga Loira

    de Manoel de Oliveira (Portugal, 2009)

  • Balada do Amor e do Ódio

    de Álex de la Iglesia (Espanha, 2010)

  • Tabu

    de Miguel Gomes (Portugal, 2012)

Mediterrâneo
Oriental

Grécia

Turquia

Líbano

Irã

Iraque

Israel

Egito

"Era uma Vez na Anatólia", de Nuri Bilge Ceylan.

A ponte que aqui estabelece a região denominada Mediterrâneo Oriental abrange zonas extremas de três continentes – Europa, Ásia e África. É muito mais geográfica do que estética. Compila cinematografias tradicionais (como a do Egito), com novas referências globais (Irã) e países nos quais movimentos ainda incipientes têm chamado a atenção da crítica internacional (Grécia e Turquia, mais notadamente). Tem novidades no Líbano, tem a invariavelmente notável produção de Israel – num território relativamente curto, se faz cinema da mais alta qualidade.
Top10
Filmes
  • A Caminho de Kandahar

    de Mohsen Makhmalbaf (Irã, 2001)

  • Dez

    de Abbas Kiarostami (Irã, 2002)

  • O Vale dos Lamentos

    de Theo Angelopoulos (Grécia, 2004)

  • Paradise Now

    de Eran Riklis (Israel, 2008)

  • Lemon Tree

    de Eran Riklis (Israel, 2008)

  • Valsa com Bashir

    de Ari Folman (Israel, 2008)

  • Dente Canino

    de Giorgos Lanthimos (Grécia, 2009)

  • Líbano

    de Samuel Maoz (Líbano, 2009)

  • Era uma Vez na Anatólia

    de Nuri Bilge Ceylan (Turquia, 2011)

  • A Separação

    de Asghar Farhadi (Irã, 2011)