Poupança

O que é: investidor deixa dinheiro em uma conta poupança para ser utilizado principalmente no crédito habitacional.
Remuneração: o dinheiro é acrescido de juros a cada 30 dias. Como o crédito de habitação é barato, a remuneração ao investidor também é pequena.
Riscos: estão no banco quebrar, ainda assim há Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil em perdas.
Custos: não há cobrança de taxa bancária e nem Imposto de Renda.
Onde investir: em bancos.
Fique atento: a regra da poupança mudou em 2012. Se a taxa básica de juros (Selic) atingir 8,5% ou menos, os novos depósitos passam a render 70% da Selic, mais Taxa de Referência (TR). Depósitos feitos com a Selic acima disso são mais vantajosos: rendem 6,17% ao ano, mais TR.

Risco: baixo.
Potencial de ganho: baixo. Em 12 meses: 6,17% (com Selic a 10%, sem contar a TR).
Desempenho em 2013: médio

CDB

O que é: investidor empresta dinheiro para o banco, que emite um Certificado de Depósito Bancário (CDB).
Rendimento: após um tempo previamente estabelecido, o cliente recebe de volta seu dinheiro corrigido. O juro é atrelado ao CDI, um índice para empréstimos que varia conforme a taxa básica da economia (Selic).
Os riscos: são baixos, o cliente deixa de receber seu dinheiro apenas se o banco quebrar. Ainda assim, um fundo garantidor cobre investimentos de até R$ 250 mil.
O custo: os bancos não cobram taxas. O desafio é que o rendimento, que pode variar de 85% a 110% da Selic, supere a inflação. Há incidência de Imposto de Renda no vencimento, conforme a tabela regressiva (de 22,5% em prazos mais curtos até 15% em prazos mais longos).
Onde investir: nos bancos.
Fique atento: em época de alta na taxa de juros, pode ser vantajoso optar pelos CDBs pós-fixados, que pagam um percentual de DI Selic no momento do saque.

Risco:baixo
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: 7,17% (Selic a 10%, pagando 90% do CDI).
Desempenho em 2013: médio

Fundos de Renda Fixa

O que são: são produtos que mesclam investimentos em mais de um tipo de papel, como títulos públicos de baixo risco, direitos sobre recebíveis mais arriscados.
Remuneração: buscam superar a rentabilidade da Selic, ou de outros indicadores oficiais, como os de inflação (IPCA e IGP-M).
Riscos: são baixos para os que investem preponderantemente em títulos públicos, uma vez que investem em papéis com desempenhos previsíveis. Já os que investem em títulos privados podem sofrer perdas severas.
Custos: há taxa de administração, que costuma variar de 0,8% a 4% ao ano. Incide tabela regressiva do IR.
Onde investir: em bancos, gestoras de recursos e corretoras de valores.
Fique atento: o momento ideal para investir é quando as taxas de juros estão prestes a iniciar movimento de redução, pois a rentabilidade costuma superar a taxa Selic. É preciso avaliar se a taxa de administração não irá "corroer" o lucro previsto _ em geral, acima de 1% são pouco interessantes.

Risco: médio/baixo
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: 6,79% (Selic a 10%, com taxa de administração de 1,5%).
Desempenho em 2013: fraco

Títulos de Tesouro Direto

O que são: investidor empresta dinheiro ao governo federal para pagar juros da dívida ou investir em saúde e educação.
Remuneração: o dinheiro é devolvido após determinado período, corrigido conforme indicadores oficiais, como inflação oficial (IPCA) ou taxa básica de juros (Selic). Há um bônus adicional, maior quando o prazo é longo.
Riscos: são baixos, pois o governo é o credor, e a chance de quebrar é pequena.
Custos: são considerados opções baratas. Há uma taxa de custódia de 0,30%. Incide Imposto de Renda e IOF em aplicações com resgate inferior a 30 dias.
Onde investir: no site da Secretaria do Tesouro, em bancos e em corretoras homologadas para operar Títulos do Tesouro.
Fique atento: títulos do tesouro são uma opção boa em tempos de Selic em alta. É preciso analisar entre as diversas opções disponíveis, levando em conta remuneração e tempo de resgate: quanto maior o prazo de vencimento do título, maior a rentabilidade.

Risco: baixo
Potencial de ganho: médio/alto. Em 12 meses: 7,66% (Títulos pré-fixados indexados à Selic).
Desempenho em 2013: bom

Letras de Crédito Agrícola

O que são: através de um banco, investidor empresta dinheiro para agricultores financiarem a safra ou comprarem equipamentos agrícolas.
Remuneração: é definido um juro fixo para remuneração, que pode ser um percentual do juro básico (Selic), uma taxa prefixada ou ainda inflação mais juros prefixados.
Riscos: baixos. O risco de o agricultor não pagar a dívida é do banco, que irá remunerar o investidor de qualquer forma. Ao menos que quebre _ nesse caso há fundo garantidos de até R$ 250 mil.
Custos: há isenção de Imposto de Renda e IOF. Não há taxa de administração; o desafio é avaliar se o juro cobre outras aplicações.
Onde investir: Em instituições financeiras.
Fique atento: as LCAs têm prazo mínimo para resgate, portanto não se recomenda colocar um dinheiro que pode ser necessário a qualquer momento. É necessário buscar remunerações mais próximas à Selic.

Risco: baixo
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: 7,42% (Selic a 10%, pagando 75% de CDI).
Desempenho em 2013: bom

Letra de Crédito Imobiliário

O que são: investidor destina seu dinheiro a crédito imobiliário, que será oferecido por um banco em operações de financiamento.
Remuneração: é definido um juro fixo para remuneração, que pode ser um percentual do juro básico (Selic), uma taxa prefixada ou ainda inflação mais juros prefixados.
Riscos: o risco de o financiador ou hipotecário não pagar a dívida é do banco, que irá remunerar o investidor de qualquer forma. Ao menos que quebre _ nesse caso há fundo garantidor de até R$ 250 mil.
Custos: há isenção de Imposto de Renda e IOF. Não há taxa de administração; o desafio é avaliar se o juro cobre outras aplicações.
Onde investir: em instituições financeiras.
Fique atento: as LCIs têm prazo mínimo para resgate, portanto não se recomenda colocar um dinheiro que pode ser necessário a qualquer momento. É necessário buscar remunerações mais próximas à Selic.

Risco: baixo
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: 7,42% (Selic a 10%, pagando 75% de CDI).
Desempenho em 2013: bom

Previdência Privada

O que são: investidor deposita mensalmente um determinado valor para garantir a aposentadoria ou resgatar como investimento.
Remuneração: o valor é investido em papeis seguros, como títulos públicos ou empresas com bom patrimônio. Se for escolhido um perfil agressivo, investe uma fatia em ações.
Riscos: baixos, pois investem a maior parte dos recursos em fundos seguros.
Custos: na modalidade VGBL, os depósitos não são deduzidos no Imposto de Renda, ao contrário do PGBL (até 12% da renda anual)
Onde investir: Em instituições financeiras ou gestoras de fundos de previdência.
Fique atento: muitos bancos oferecem como opção de investimento, mas não são a melhor alternativa de rentabilidade no curto ou médio prazo. Em 2013, tiveram dificuldade de vencer a inflação.

Risco: baixo
Potencial de ganho: médio/baixo. Em 12 meses: Depende do perfil do investimento e do comportamento da bolsa.
Desempenho em 2013: ruim

Imóveis

O que é: investidor coloca seu dinheiro em uma casa, apartamento ou imóvel comercial _ em geral ainda na planta, quando o preço é mais baixo e possibilita maior ganho.
Remuneração: há duas modalidades: aluguel e compra e venda. No primeiro caso, recebe-se a renda do aluguel. No segundo, o objetivo é revendê-lo por preço mais alto.
Risco: Médio. O preço dos imóveis subiu muito nos últimos anos, então é preciso ter cuidado para não pagar um valor muito alto por um apartamento, sob o risco de não recuperá-lo depois.
Custos: há custos para transferir o imóvel (em Porto Alegre é de 3%), de cerca de 6% de corretagem imobiliária, gastos com manutenção e condomínio e tributo anual (IPTU).
Onde investir: em imobiliárias.
Fique atento: a compra de imóveis na planta exige uma série de cuidados quanto à reputação da construtora; se atrasar a entrega, o investimento deixa de render. Investimentos em imóveis ainda são indicados para o longo prazo.

Risco: médio/alto
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: Depende do mercado e das taxas de juros.
Desempenho em 2013: médio

Fundos de Investimentos Imobiliários

O que são: repassam dinheiro para construtoras ou grandes investidores construírem ou comprarem empreendimentos residenciais ou comerciais, como shoppings, hotéis e torres de escritórios.
Remuneração: se dá conforme são vendidos ou alugados os imóveis. O investidor pode manter o direito de ir recebendo os lucros ou negociar sua cota na bolsa.
Riscos: os FIIs são arriscados, em razão da dificuldade de se prever como será a venda dos imóveis.
Custos: são cobradas taxas de corretagem, de até 0,5%, mais um valor fixo sobe a aplicação. Há isenção de IR e IOF para quem tenha menos de 10% das cotas, mas paga-se IR na venda da participação.
Onde investir: em corretoras de valores, gestoras de recursos ou instituições financeiras.
Fique atento: os FIIs foram as vedetes do mercado financeiro em 2012, no auge do boom imobiliário, mas não repetiram a performance em 2013. É preciso garimpar os fundos com maior potencial de ganho e que tenham carteira diversificada de imóveis.

Risco: médio/alto
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: Depende do mercado e do perfil dos imóveis.
Desempenho em 2013: ruim

Crédito Privado

O que são: investidor empresta dinheiro a uma empresa para que invista ou pague dívidas. Esse compromisso gera títulos como debêntures ou Cédula de Crédito Bancário (CCB).
Remuneração: investidor recebe valor corrigido por juros, que em geral são superiores à inflação, mas nem sempre superam o CDI.
Riscos: são relativos. Empresas grandes têm menos chance de dar calote, mas também pagam juros menores.
Custos: são taxas cobradas pelas corretoras na operação, além de Imposto de Renda. As debêntures incentivadas de infraestrutura são isentas de IR.
Onde investir: em bancos, gestoras de recursos e corretoras de valores.
Fique atento: os fundos de crédito privado costumam ter taxas de administração menores do que CDBs ou fundos de ações. No entanto, é preciso conhecer as empresas às quais se empresta o dinheiro, pois não há garantia do Fundo Garantidor de Crédito.

Risco: médio/alto
Potencial de ganho: médio. Em 12 meses: Depende do perfil do papel.
Desempenho em 2013: bom

Moeda Estrangeira

O que são: investidor procura fundos cambiais, que replicam a variação de moedas estrangeiras, principalmente dólares, e cupons cambiais.
Remuneração: é a variação cambial até a data do resgate.
Riscos: são altos. A trajetória do dólar é difícil de se prever mesmo para grandes investidores e empresas.
Custos: há taxas de administração e cobrança de IR, conforme tabela regressiva, e IOF.
Onde investir: em bancos e corretoras.
Fique atento: é recomendado a investidores que queiram manter o poder de compra em moeda estrangeira (para viajar, por exemplo). Nem sempre os fundos conseguem acompanhar totalmente a alta ou a queda no valor do câmbio.

Risco: alto
Potencial de ganho: médio/alto. Em 12 meses: 3,45% (dólar, projeção do Boletim Focus para o fim de 2014).
Desempenho em 2013: bom

Fundos de Ações

O que são: investidor compra fatias de empresas negociadas na BM&FBovespa, participando de fundos ou clubes de investimentos.
Remuneração: quem investe ganha quando o fundo _ e o valor de suas cotas _ sobe, puxado pela valorização das empresas em que investe. o fundo também fica mais risco recebe dividendos ou bonificações por parte da empresa.
Riscos: o valor da empresa pode mudar de um dia para outro, e o preço da ação acompanha, influenciando o patrimônio do fundo.
Custos: fundos cobram taxas de administração, em geral de 2% a 5%, e há cobrança de 15% de IR no resgate.
Onde investir: em bancos, gestoras de recursos e corretoras de valores.
Fique atento: é recomendado para investidores que busquem ganho no longo prazo, e tenham paciência e disciplina em épocas de baixa. Há varias modalidades de investimentos em ações. Confira:

Ações Livres: gestor do fundo tem liberdade de escolher ações, sem se comprometer com índice ou setor. Há uso de instrumentos financeiros como alavancagem (em que se faz dívidas para comprar mais ações), que implicam em maiores riscos.

Ativos: tenta superar um índice do mercado, sendo o mais comum o Ibovespa, que reúne a média das ações mais negociadas na bolsa. Também há uso de instrumentos financeiros.

Dividendos: negociam ações de empresas reconhecidas pelo pagamento de dividendos (parcelas dos lucros), que em geral têm variações menos bruscas.

Small Caps: concentram a escolha de ações de empresas de menor porte na bolsa; oferecem risco maior, mas também mais potencial de ganho.

Risco: alto
Potencial de ganho: alto. Em 12 meses: De -8,1% a +35,1% (previsões mais pessimistas e otimistas do mercado para o Ibovespa ao final de 2014).
Desempenho em 2013: ruim