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CHEGA DE SAUDADES

Depois de 28 anos, o Joinville Esporte Clube está de volta à elite do futebol brasileiro. Um acesso da união e da regularidade. O JEC ficou de fora do G-4 da Série B apenas uma rodada, e volta à Primeira Divisão graças ao trabalho em grupo. O elenco coeso ajudou o técnico Hemerson Maria a botar um ponto final na saudade dos tricolores de frequentar o mais alto escalão do futebol brasileiro.

Textos
ELTON CARVALHO Produção
ANDRÉ PODIACKI Edição
RODRIGO HERRERO
Design
FÁBIO NIENOW Vídeos
LEO MAIA

Vestiário da união

Divulgação JEC

A caminhada do JEC rumo à elite do futebol brasileiro teve algumas curiosidades que não chegaram a ser amplamente divulgadas. Diferentemente do ano passado, o grupo não sofreu com a vaidade e se manteve unido durante boa parte da conquista histórica. Mas, em quase sete meses de jogos, o grupo teve de driblar alguns problemas. E o tricolores mostraram força e, mesmo fora de campo, superaram todos os obstáculos.

1 - A BRIGA NO VESTIÁRIO

Logo na segunda rodada, contra o Paraná, o clima esquentou no vestiário tricolor. Insatisfeito com uma saída de bola do goleiro Ivan, o atacante Jael decidiu cobrar o camisa 1, que não gostou e alegou que o camisa 9 não teria o direito de cobrá-lo. A resposta não deixou o Cruel satisfeito e os dois jogadores quase saíram no tapa. Controlados pelos companheiros, os ânimos esfriaram e as brigas não se repetiram.

2 - A MUDANÇA NO PRÊMIO

A diretoria do JEC estabeleceu que a cada cinco jogos era preciso somar 10 pontos para o grupo faturar R$ 66 mil. O prêmio poderia ser maior se a equipe superasse a marca. Na primeira série deu certo. Foram 13 pontos somados e R$ 88 mil de prêmio. No entanto, nas duas séries seguintes, o desempenho caiu. E aí veio o pedido de líderes do grupo para que a pontuação mínima fosse de nove pontos - mais fácil de ser atingida. A diretoria aceitou e passou a pagar bichos em jogos-chave.

3 - A SUPERSTIÇÃO

Depois de três derrotas seguidas, o Joinville encarou o Sampaio Corrêa. Na ocasião, o gerente de marketing, Fernando Kleimmann, sugeriu que a equipe jogasse de branco para valorizar uma promoção aos sócios. O presidente Nereu Martinelli aceitou apenas após saber que o JEC tinha 100% de aproveitamento com as camisas brancas da Umbro. Como o Tricolor venceu o Sampaio, o uniforme virou amuleto. A pedido do presidente, o JEC passou a jogar de branco. Foram oito partidas consecutivas de branco, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota.

4 - O PEDIDO E A SAÍDA DE JONY

Na reta final da Série B, o Joinville viveu uma pequena crise. Sem o seu artilheiro Jael, lesionado, a equipe colecionou resultados ruins. Começou com um empate diante do América-MG. Houve ainda duas derrotas, para Vasco e América-RN, e um empate contra o Santa Cruz. Após o último tropeço, Jony Stassun, diretor financeiro, pediu a saída do técnico Hemerson Maria. Como não foi atendido por Martinelli, o próprio Jony decidiu deixar o clube. Na reta final, ele pediu desculpas à diretoria, comissão técnica e jogadores e voltou ao cargo.

Protagonistas tricolores

Jael era o principal jogador do JEC, porém, uma lesão o tirou do campeonato. Neste momento apareceu Edigar Júnio, que assumiu o posto de artilheiro. Com suas assistências precisas, Marcelo Costa comandou a equipe em campo.

JAEL

 

Jogos: 23

Gols: 12

Assistências: 4

Jael, o artilheiro

 

Após a saída de Lima, o Joinville viveu alguns meses órfão de um camisa 9. Mas aí apareceu Jael. E, desde a sua chegada, tudo mudou. Só na Série B, o Cruel marcou 12 vezes. Durante várias rodadas ele foi o artilheiro disparado da competição. Sem ele, o JEC perdeu jogos para Santa Cruz, Ponte Preta e Vasco. E o temor pela ausência de Jael aumentou após a 25ª rodada, quando o jogador lesionou o tornozelo direito e teve de fazer uma cirurgia, que o afastou dos gramados até o fim da competição. O atacante  não participou da reta final do acesso, mas foi peça-chave enquanto esteve em campo.

EDIGAR JÚNIO

 

Jogos: 32

Gols: 11

Assistências: 5

Edigar Júnio, o motor

 

Jovem, velocista, habilidoso. Todas essas características definem bem Edigar Júnio, que já brilhou pelo JEC no Catarinense, quando foi o motor da equipe que chegou à final do Estadual. No começo da Série B, marcou gols e participou como garçom para os companheiros. No entanto, seu desempenho caiu após a expulsão contra o Bragantino, no turno. Chegou a amargar a reserva. Mas, com paciência, deu a volta por cima e se tornou o cara do Joinville. A retomada começou diante do Náutico. Mas o brilho aumentou após a saída de Jael. Com atuações fantásticas - e gols -, diante de Ceará e ABC, Edigar se tornou o principal jogador do JEC na conquista do acesso à Série A.

MARCELO COSTA

 

Jogos: 28

Gols: 5

Assistências: 8

Marcelo Costa, o maestro

 

O meia Marcelo Costa começou a temporada sendo cobrado por ter dado poucas assistências e também por ter marcado poucos gols. A situação incomodou o experiente jogador. Mas, após a parada da Série B para a realização da Copa do Mundo, o camisa 10 deu a volta por cima. Depois dessas pequenas férias, Marcelo Costa deu oito assistências e marcou cinco gols. A principal arma do jogador passou a ser a bola parada. Foi dela que saíram os gols do lateral-esquerdo Rogério diante do Avaí e do Bragantino, por exemplo.

O manezinho que devolveu o Joinville à elite do futebol

Hemerson Maria chegou sob desconfiança, foi criticado durante a temporada, mas soube

superar todos os obstáculos para quebrar recordes e colocar o JEC na Série A.

A CONSAGRAÇÃO DE MARIA

 

Hemerson José Maria. Florianopolitano, 42 anos, ex-treinador da base do Figueirense e ex-comandante das categorias inferiores e do time profissional do Avaí. Foi ele o grande responsável por recolocar o Joinville na Série A após 28 anos longe da elite.

 

Mas engana-se quem pensa que este manezinho teve vida fácil no Norte do Estado. Ao longo do mais de dez meses, Maria sempre viveu sob desconfiança. Só o acesso foi capaz de quebrar este sentimento por parte de alguns tricolores.

As dúvidas dos torcedores começaram pela rivalidade entre interior e Capital. Na Ilha, Maria trabalhou durante nove anos na de base do Figueirense. Em 2011, trocou o Alvinegro pelo azul do Avaí, onde foi campeão Estadual em 2012 e esteve perto do acesso à Série A em 2013.

 

Além disso, alguns torcedores sempre consideraram o treinador muito cauteloso.

 

– Na verdade, eu gosto das minhas equipes bem organizadas em todos os setores. A nossa equipe não corre muitos riscos, a palavra para esse time é equilíbrio – explicou certa vez o técnico.

E o equilíbrio do comandante, aliado à paciência da diretoria, superou cinco séries sem vitória; quatro partidas na reta final da Série B; uma eliminação na Copa do Brasil (para o Novo Hamburgo, na primeira fase); e a perda do título do Catarinense para o Figueirense. Nesses momentos, a torcida pressionou e alguns pediram a saída do treinador.

 

No entanto, ele ficou. E quebrou recordes. Conseguiu ser o primeiro treinador em 15 anos a começar e terminar uma temporada pelo JEC. E colheu frutos: o tão sonhado acesso à Série A passou pela serenidade e pelo perfeccionismo de Hemerson Maria.

Hemerson Maria

NA SÉRIE B

Jogos

33

Vitórias

19

Empates

6

Derrotas

8

Aproveitamento

63,6%

Os próximos passos do JEC

As opiniões e análises de Elton Carvalho, Lucas Balduíno, Edenilson Leandro e do ídolo tricolor Nardela sobre o momento histórico do Joinville

Nardela

Edenilson Leandro

Elton Carvalho

Lucas Balduíno

As emoções dos gols

Confira os gols da campanha do JEC na voz do

narrador Charles Fischer da rádio 89FM, de Joinville

1º turno

1ª Rodada

JEC 3 x 0 Portuguesa

 

A Lusa deixou o jogo logo no início

e o STJD deu a vitória para o Joinville.

2ª Rodada – Paraná 2 x 3 JEC

4ª Rodada – JEC 1 x 0 Náutico

0 x 0

3 x 1

0 x 0

8ª Rodada – JEC 1 x 0 América-RN

2 x 0

1 x 0

11ª Rodada - Ceará 1 x 3 JEC

12ª Rodada – ABC 2 x 1 JEC

0 x 1

1 x 0

15ª Rodada – JEC 3 x 1 Sampaio Corrêa

2 x 0

17ª Rodada – JEC 2 x 1 Boa Esporte

18ª Rodada – Luverdense 2 x 2 JEC

19ª Rodada – JEC 2 x 1 Oeste

3ª Rodada – JEC 2 x 1 Icasa

20ª Rodada – Portuguesa 1 x 2 JEC

21ª Rodada – JEC 3 x 0 Paraná

22ª Rodada – Icasa 1 x 1 JEC

23ª Rodada – Náutico 1 x 2 JEC

24ª Rodada – JEC 2 x 0 Atlético-GO

25ª Rodada – JEC 1 x 1 América-MG

2 x 0

1 x 0

28ª Rodada – JEC 1 x 1 Santa Cruz

29ª Rodada – Vila Nova 0 x 1 JEC

30ª Rodada – JEC 3 x 0 Ceará

31ª Rodada – JEC 3 x 0 ABC

32ª Rodada – Avaí 0 x 3 JEC

33ª Rodada – JEC 1 x 0 Bragantino

Clique nos escudos para ouvir os gols do JEC

2º turno

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