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  • 8 de fevereiro de 2012

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Mundo | 03/03/2010 | 03h57min

Haitianos que escaparam de desastre no país caribenho são surpreendidos por tremor no Chile

Família Desarmes tentou estabelecer-se no Chile após tragédia no Haiti, sua terra natal

Fica a dúvida: eles são duplamente sortudos ou duplamente azarados?

Um grupo de nove haitianos que havia sobrevivido ao terremoto em seu país no dia 12 de janeiro e buscado refúgio no Chile foi surpreendido por mais um pesadelo no sábado passado – o abalo sísmico de 8,8 graus na nova pátria. De novo, todos sobreviveram.

– No Haiti (onde o terremoto teve 7 graus na escala Richter), me resgataram dos escombros de uma casa, e eu me sinto com sorte de ter saído de lá com vida. Vir ao Chile e me encontrar na mesma situação... Não podem imaginar como me senti, em que estado de impotência – relatou Joseph Desarmes à rede britânica BBC.

Após escapar do tremor no Haiti, Desarmes se refugiou no Chile. Acompanhavam-no sua mulher, Jeanelia, seus filhos Quinchy e Stanley, sua neta Standerly Nelia e quatro amigos, por interferência de seu filho Pierre Desarmes, cantor haitiano radicado no país sul-americano, graças ao sucesso de sua banda, os Reggaeton Boys.

Sem falar espanhol e, assim, sem poder arrumar um emprego, os haitianos conseguiram ao menos se estabelecer em Santiago, na capital de um país organizado que lhes oferecia uma perspectiva de vida tranquila. Tudo mudou, porém, na madrugada do sábado, 27 de fevereiro, quando grande parte do território chileno foi sacudida por um forte terremoto que os aproximou da morte outra vez.

– Quando a terra começou a balançar, a primeira pessoa que agarrei nos braços foi Nelia. Toda a família se jogou ao chão. Estávamos juntos rezando e dissemos: “Aconteça o que acontecer, pelo menos vamos morrer juntos” – relatou Stanley Desarmes.

Pierre Desarmes comentou que, no momento do sismo, sua mãe se lançou ao chão apontando para cima e perguntando “Até quando, meu Deus?”.

Os rostos da família Desarmes denotam uma constante preocupação, a ponto de passarem os dois primeiros dias após o terremoto no jardim da casa. Somente na segunda-feira almoçaram dentro da residência.

 

 

 

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