Pela primeira vez desde que os primeiros casos suspeitos de gripe A foram notificados, as autoridades admitem que o vírus circula livremente em Caxias do Sul. A principal evidência é o caso de uma menina de 11 anos que contraiu a gripe sem ter tido contato com pessoas que viajaram para países de risco como a Argentina e o Chile. A situação não é de pânico, mas as unidades básicas de saúdes (UBSs) e os hospitais estão em alerta.
A secretária municipal da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, disse na noite de quinta-feira que na próxima semana deverá ser divulgada uma série de medidas para ampliar o atendimento no Hospital Geral (HG) e no Hospital Pompéia. A capacidade das duas unidades está esgotada devido ao aumento das doenças respiratórias em Caxias.
O plano prevê a contratação de médicos e outros profissionais da saúde para aumentar o atendimento de casos suspeitos. Não está descartada a hipótese de suspensão temporária de cirurgias consideradas menos
graves como forma de aliviar o
fluxo nos dois hospitais.
— As medidas ainda estão sendo discutidas, mas não há agravamento da doença em Caxias. Por isso, a população não precisa se preocupar — assegura Maria do Rosário.
Dos 30 casos suspeitos monitorados em Caxias, 10 são de pacientes internados no HG, sendo que oito estão com pneumonia na unidade de tratamento intensivo (UTI). As outras 20 pessoas monitoradas permanecem em casa sob acompanhamento médico. Ontem, um homem de 37 anos com sintomas da doença morreu após permanecer uma semana no HG. A Secretaria da Saúde aguarda o resultado de exames para confirmar se a morte foi em decorrência da gripe A.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Maria Ignez Bertelli, ressalta que alguns casos suspeitos monitorados são pessoas que não apresentam mais os sintomas. O caso da menina é o segundo detectado na cidade. O primeiro caso confirmado foi o de um homem de 38 anos que viajou ao Chile. Ele iniciou o tratamento no
final de junho, permaneceu em
isolamento domiciliar e recebeu alta clínica há alguns dias.
De acordo com a médica infectologista que a acompanha a menina, Lessandra Michelim, embora a confirmação da presença do vírus tenha ocorrido na quarta-feira, a paciente está curada desde o dia 7 deste mês.
— O ciclo do H1N1 é de sete dias. Ela entrou no HG no dia 30 de junho, já está curada da pneumonia e não tem mais gripe A. Ela só segue internada para tratar outras doenças — explica a médica.
O responsável pela 5ª Coordenadoria Regional da Saúde, Eduardo Yotti, explica que os colegas de escola da garota estão sendo monitorados, mas até agora nenhum apresentou sintomas da Gripe A. Por esse motivo, as aulas no colégio não serão suspensas. O nome da escola não foi divulgado.
Veja o vídeo com dúvidas sobre a Gripe A:
PIONEIRO
é um absurdo uma cidade como Caxias incluir um hospital como o Hospital Geral de referencia para tantas coisas para a gripe A, mas a saude publica do Rs em especiald e Caxias do Sul é um lixo, um cidade que não tem um hospital municipal publico, onde tem um "postão" que não resolve nada e encaminha tudo ao HG que não é municipal mas sim de referencia para a região em muitas especialidades se não morrermos da gripe A morreremos de outras coisas, pois saibam e investiguem, toda e qualquer cirurgis foi suspensa no geral de tanta gente com gripe, é o que o municipio faz? Diz que não é de alarmar,mas morrerão também os que necessitam de cirurgias, de bons médicos.
Ontem, na TV falava um especilista no assunto que afirmou que o índice de mortalidade desta gripe é igual ao da gripe comum, se nao em engano 0,45%...será que precisamos de tanto alarde assim?
Grupo RBSDúvidas Frequentes| Fale Conosco | Anuncie - © 2000-2012 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.