Não houve nenhum crime violento em São
José do Inhacorá este ano. Nem ataque
à única agência bancária do
município do noroeste do Estado no mesmo
período. Mesmo assim, a cidade de 2.132
habitantes quer que suas ruas sejam vigiadas por
câmeras.
Em fase experimental, um equipamento monitora parte da
área central. Dentro de um mês, uma
empresa da cidade deve apresentar ao prefeito Alexandre
Vaz Ferreira (PMDB) um estudo sobre a viabilidade dos
aparelhos.
As câmeras também são vistas como
uma maneira de impedir que a violência dos
grandes centros chegue ao município
agrícola, cercado por morros e onde ainda se
fala alemão nas ruas. Conforme Ferreira,
poderão ser instaladas de oito a 12
câmeras em parceria com empresas. Todas as seis
entradas da cidade deverão ser
monitoradas.
Os seis furtos qualificados – que envolveram
destruição ou rompimento de portas ou
janelas – registrados este ano correspondem
à mesma quantia registrada em 2007 e 2008
juntos.
– Provavelmente é gente de fora, porque
aqui todos se conhecem. Vai ficar cada vez pior.
São José era uma cidade calma, continua
calma, só que agora a gente tem medo – diz
a proprietária de um restaurante Mara
Winchelmann, 40 anos, vizinha de um estabelecimento que
já atraiu bandidos fardados como policiais
militares.
O alvo foi a agroelétrica de Vianei Both, 29
anos. No início do ano, sofreu dois
arrombamentos seguidos. Depois disso, ele foi um dos
mentores do monitoramento. É a sua empresa que
está fazendo o estudo de viabilidade.
– É uma prevenção. A cidade
vem crescendo – comenta Both.
ZERO HORA
Depois de ter sua empresa assaltada, Vianei Both
é um dos responsáveis por projeto de
monitoramento
Foto: Tiago Vianna, especial
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