O acordo comercial que reinclui o Brasil como integrante do Sistema Geral de Preferências (SGP) dos Estados Unidos termina em 31 de dezembro. As indústrias gaúchas já buscam formas de tentar prorrogá-lo, porque o SGP beneficia mais de 20% das exportações do Estado para o país.
O sistema permite tarifas mais baixas de importação para alguns produtos de determinados países em desenvolvimento. Do RS, couro e joias estão entre as mercadorias. O coordenador do conselho de relações internacionais e comércio exterior da Fiergs César Miller entende que o momento econômico gerado pela crise financeira pode dificultar a renovação do acordo, que precisa ser aprovada pelo Congresso norte-americano.
— Diante de tudo que está acontecendo na economia mundial, as medidas protecionistas voltam com uma força muito grande. Todos os países buscam de uma forma ou de outra buscar um pouco de protecionismo.
A federação das indústrias já contratou um escritório
norte-americano especializado em lobby para
apresentar aos parlamentares a importância do Sistema Geral de Preferências para as negociações com o RS. Uma missão gaúcha deve ir a Washington tratar do assunto nos próximos meses.
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