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  • 27 de maio de 2012

O PIONEIRO - Jornal de Caxias com notícias, esportes, colunistas e mais

03/10/2011 | N° 11180AlertaVoltar para a edição de hoje

MEIO AMBIENTE

Carregando a sustentabilidade

Inovar com iniciativas ecológicas gera competitividade, já que os cliente têm optado por empresas verdes

Caxias do Sul – Encontrar alternativas sustentáveis para a fabricação de seus produtos (ou pelo menos de parte deles) é uma preocupação atual de muitas empresas. Com cada vez mais consumidores valorizando iniciativas ecológicas, inovar de olho em ações sustentáveis é muito mais que cuidar do meio ambiente: é criar um diferencial competitivo.

A Lema Embalagens, empresa de Farroupilha que pertence ao grupo Bigfer, descobriu no chamado plástico verde a solução para essa vontade.

– A ideia surgiu como uma necessidade ecológica da empresa, já que sempre demos importância para essas questões. Tudo o que sobra aqui é reciclado de alguma forma e temos muito cuidado para não jogar nada fora. Então, o setor de qualidade pesquisou algumas alternativas e vimos no plástico verde essa oportunidade – explica Letícia Kercher, coordenadora de marketing da empresa.

Produzido com etanol de cana-de-açúcar, e não por meio da extração de petróleo, o plástico verde é totalmente sustentável na origem. Por não ser biodegradável, o material tem ainda outra vantagem: o CO2 (dióxido de carbono) capturado durante o cultivo da cana-de-açúcar permanece fixado por todo o período de vida do plástico.

As novas sacolas plásticas começaram a ser fabricadas na Lema no mês passado. Segundo Letícia, a empresa é pioneira no sul do Brasil a adotar a alternativa. O material utilizado para a produção das sacolas sustentáveis é o polietileno verde, que é produzido no país pela Braskem.

Letícia conta que alguns representantes da fornecedora acompanharam a adaptação da Lema nos primeiros dias para garantir que os procedimentos estavam sendo feitos corretamente.

– Como o polietileno verde e a resina fóssil (material utilizado para a produção das outras sacolas) têm as mesmas propriedades técnicas, eles são processados nos mesmos equipamentos. Então, a adaptação foi bem tranquila.

O maior obstáculo para a difusão das sacolas ecologicamente corretas em todos os supermercados é o valor: elas custam cerca de 80% mais do que as convencionais. Isso porque, além do próprio polietileno verde ser mais caro, a Lema utiliza uma tinta à base de água (e não solventes, como ocorre no processo das outras) na impressão das sacolas sustentáveis.

– De nada adiantaria fazermos todo o processo sustentável e pecarmos na impressão – destaca Letícia.

Embora o preço alto seja considerado um empecilho, Letícia ressalta que a aceitação do produto está sendo muito boa. Para afirmar isso, ela aponta que está levando em consideração o fato de que as sacolas sustentáveis ainda são uma novidade e, mesmo assim, já conquistaram alguns clientes.

– O Super Apolo, conhecida rede de supermercados de Bento Gonçalves, foi nosso primeiro cliente. Com o tempo, acreditamos que essas iniciativas terão cada vez maior adesão.

ana.demoliner@pioneiro.com

ESPECIAL PARA O PIONEIRO ANA DEMOLINER

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