Não tem como haver o tradicional aumento de fim de ano para o pedágio nas praças do Polo de Caxias. Já não houve ano passado. É efeito colateral do impasse sobre a quem pertencem as rodovias pedagiadas no RS. Nem Daer nem Dnit produzirão estudo técnico para embasar pedido de reajuste, pois chamariam para si a responsabilidade pelas rodovias.
Mas o estouro sobre as concessionárias, que ficam sem aumento, é apenas provisório. Elas irão contabilizar os custos que anexariam aos pedidos de reajuste multiplicado pelo número de veículos e cobrarão a conta mais tarde.
Enquanto isso, permanece o impasse desde que a governadora Yeda Crusius (PSDB) devolveu unilateralmente as estradas pedagiadas, exceto as do Pólo de Gramado. A União admite receber as BRs, o que é cogitado pelo futuro governador, Tarso Genro (PT). Essa hipótese, porém, deixa lideranças da região com o coração na mão, pois os polos poderiam ficar fora do controle do Estado, com a velha discussão sobre a prorrogação nas mãos da agência nacional, a ANTT.

O prefeito José Ivo Sartori (PMDB) fez as vezes de Papai Noel sábado de manhã no centro comunitário do bairro Cânyon. Só não vestiu a farda vermelha. Acompanhado do chefe de Gabinete, Edson Néspolo (PDT), e pelo presidente da associação de moradores, Marciano Correia da Silva, distribuiu brinquedos para cerca de 45 crianças.
A expressividade dos olhares de cada uma, na foto acima, é digna de registro. Além de ganhar brinquedos, as crianças foram presenteadas com panetones e roupas, algumas delas confeccionadas por costureiras que trabalham no centro comunitário.
A partir de hoje, a população pode opinar sobre assuntos polêmicos da cidade por meio da ferramenta Consulta Popular do Legislativo no www.camaracaxias.rs.gov.br. Quando interessar à Câmara fazer uma consulta, os caxienses poderão participar por meio de cadastro de e-mail. Hoje já será anunciado o tema da primeira pesquisa pelo ainda presidente da Casa, Harty Moisés Paese (PDT).

Agora é assim: com as chuvaradas de cada fim de tarde, alagam as ruas que formam binários em regiões importantes da cidade. Não é possível que alaguem assim. Primeiro foi a Pio XII, no Santa Catarina, que faz binário com a Moreira César. Alagou na quinta-feira. No sábado, às 18h30min, foi a Jacob Brunetta, que forma binário com a Jacob Luchesi e leva para o Centro o tráfego da região do Santa Lúcia.
- Que fim de ano! Foi uma reta final de 2010 pesada de carregar: teve criação do Fundo Municipal de Recursos Hídricos, aumento do IPTU, aumento do transporte coletivo e reajustes bem acima da inflação para os parlamentares do Congresso e da Assembleia.
- E aí vem 2011 Para o início do próximo ano está previsto o aumento da tarifa da água, por decreto municipal.
- Tribuna Se aquele conselho (o CMTT) representa o controle social no transporte de nossa cidade, estamos perdidos. (...) O Conselho deveria reunir-se para debater o congestionamento do Centro, da UCS, o desrespeito às leis de trânsito por parte motoristas, pedestres, fornecedores de serviço e propor soluções para isso, mobilizar a sociedade sobre a importância do tema. Vinicius Postali, coordenador de Finanças do DCE, sobre o CMTT
Tecer considerações a respeito de Lula sempre foi aventurar-se por terreno explosivo, pisar em campo minado, aqui na Serra em particular. Mas vamos à luta, pois a tarefa agora é inadiável: o presidente Lula começa hoje a última semana de seus oito anos de governo.
Tenhamos todas as diferenças possíveis com Lula. Em especial a principal delas, de ordem política, partidária, de visão de mundo. Lula tem alma socialista. Segundo vários, governou atento às regras da economia capitalista, o que é mais um elogio, ou então uma crítica. Ou tenhamos poucas diferenças com ele, ou nem a tenhamos. Em qualquer dos casos, uma constatação se impõe: Lula deu certo. Lula provou que poderia governar o país. E governou até o fim.
Muitos ou poucos, conforme as pesquisas de popularidade do presidente alegarão que os resultados do governo, ao fim de oito anos, deixam a desejar, que se adotaram caminhos equivocados, tortuosos e até obscuros. Ninguém, em sã consciência, irá apagar o mensalão. Mas não é disso que se está falando agora, é de algo anterior. Fala-se de Lula presidente: Lula retirante nordestino, operário, sem curso superior, apenas o básico em sua formação colegial.
Pois com esse perfil, que tradicionalmente não credencia, ou não credenciava, para pretensões políticas sérias, Lula chega ao fim de oito anos no governo com 83% de aceitação popular. E será preciso reiterar, já na reta final do texto, porque o terreno é explosivo: não se analisam aqui os resultados do Governo Lula e suas práticas, mas o significado de seu advento, o que ele trouxe de novo.
Lula veio para desmontar convicções, parte delas preconceituosa. Lula veio para confundir, para desorganizar esquemas sedimentados de raciocínio, veio para tornar mais complexas as fórmulas que pretendiam traduzir ou enquadrar a realidade e seus mecanismos. Não enquadram mais.
Não é tão simples como nos era dito, como sempre se acreditou: operário não pode, nordestino retirante não pode, sem curso superior não pode. Pode sim. Tenhamos com ele as nossas diferenças, ou não, Lula provou que pode. Governou até o fim com larga aprovação popular e respeito internacional. Independentemente de seu pensamento e de sua prática política, golpear o preconceito é um valioso significado que se recolhe ao fim desses oito anos de Governo Lula.
Perguntinha obrigatória
Como um preso transpõe um muro de quatro metros e meio de altura sem que sua movimentação seja percebida?
Cuidar mais da cidade
Ruas que formam binários, como a Jacob Brunetta, mostrada nesta página, não podem alagar como vêm alagando. Elas são importantes, são vias que conduzem o fluxo de veículos dos bairros para o Centro, ou vice-versa. O trânsito já não suporta tais obstáculos adicionais. É preciso limpar bueiros. E a população tem de se tocar de não jogar sujeira nas ruas. Vias alagadas assim são um reflexo de que a cidade não está bem cuidada.
Pausa rápida
O colunista faz pausa rápida. Retorna a este espaço na terça-feira, dia 3 de janeiro. Esta é a última coluna que assina este ano. Portanto, a todos que nos acompanharam até aqui fica o desejo de um ótimo 2011.
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