Se facilitar, pode crescer o cheiro de impasse no ar. A prefeitura pediu 40 dias de prazo aos servidores municipais para apresentar uma proposta à categoria, que reivindica 8,93% de aumento real nos salários. E hoje é dia de apresentá-la, no início da tarde, ao Sindiserv, o Sindicato dos Servidores Municipais.
A proposta era ultimada ontem à noite. Mas não deve entusiasmar muito os servidores, que farão ato público e assembleia às 16h, no estacionamento da prefeitura.
– Os 8,93% são inconcebíveis, isso está descartado. Vamos ver se tem possibilidade de oferecer um ganho real, mas será pequeno – antecipa o chefe de gabinete, Edson Néspolo.
O secretário de Gestão e Finanças, Carlos Búrigo, reforça:
– A dificuldade é muito grande de apresentar uma proposta salarial. A receita corrente líquida nos últimos cinco anos subiu em percentual muito menor do que o das despesas na área social, com saúde, educação e aumento de folha de pagamento. Quando fala em receita líquida, o sindicato está avaliando junto recursos que nos chegam carimbados, como os do governo federal.
É em uma receita de 11% no primeiro semestre deste ano que se apega o Sindiserv para reivindicar os 8,93%. Mas João Dorlan, o presidente, deixa aberta a porta:
– Estamos abertos a uma contraproposta e parcelamento. Só não pode nenhum aumento, porque aí é apagar fogo com gasolina.

O prefeito José Ivo Sartori (PMDB) precisou se equilibrar ontem, em visita às obras na barragem do Sistema Marrecas. Ele conferiu a evolução da adutora de água bruta (foto), que levará a água da barragem até a estação de tratamento em construção.
O prefeito também faz equilibrismo político. Hoje, um grupo de prefeitos do PMDB se reúne para manifestar apoio a Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Essa hipótese não existe para Sartori, que segue a linha da imparcialidade ativa, de José Fogaça (PMDB).
O prefeito também faz ginástica para equilibrar os recursos para o financiamento completo do Marrecas.
– Declarar voto eu vou fazer lá no final. Isso não significa participar, subir em palanque. Não tenho objetivo de desrespeitar decisão partidária – afirmou ontem o candidato do PMDB ao Senado, Germano Rigotto, sobre sucessão presidencial.
Ele passou por Caxias para participar da instalação de comitê dos candidatos caxienses do PMDB.
Sobre as pesquisas para o Senado, que o colocam em 1º lugar, Rigotto está satisfeito, mas diz que não se empolga:
– Elas são coisas de momento. As pessoas ainda estão muito desinformadas.
No primeiro dia de horário eleitoral em rádio e tevê, houve consenso: os programas partidários no rádio foram piores que os mostrados na televisão.
Na telinha, os programas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) foram bem produzidos, mas todos eles apontaram para a emoção e a história dos candidatos. E Marina Silva (PV), que tem um minifúndio de tempo na comparação com Dilma e Serra, enveredou para o estilo catástrofe, com foco no meio ambiente. Parecia cena do filme 2012.
Encerrada essa etapa de apresentações, a partir de agora o eleitor deve ficar atento a propostas para os problemas da vida real. Hoje, estreiam os candidatos ao Piratini, ao Senado e à Assembleia.
Caxias do Sul foi cenário de grande movimentação política na noite de ontem. Os candidatos do PMDB – José Fogaça, Germano Rigotto, Maria Helena Sartori e Mauro Pereira – instalaram comitê de campanha na Rua Visconde de Pelotas, na antiga sede do Samu. Só Fogaça não estava.
A duas quadras dali, no Personal Royal Hotel, estava reunida a militância da coligação Confirma Rio Grande, que inclui PSDB, PP e PPS. O candidato a vice na chapa de Yeda Crusius (PSDB), Berfran Rosado (PPS), participou do ato. Yeda ainda não veio. A primeira visita dela a Caxias em campanha deve ocorrer dia 27 de agosto, quando palestrará na CIC.
Caxias do Sul terá um postulante a menos na disputa por uma vaga para a Câmara dos Deputados. A candidatura do Pastor Almir (PTB) foi inderida. A decisão é definitiva.
Adiló Didomenico, que é vice-presidente do partido em Caxias, informa que o indeferimento deu-se por “detalhes de documentação”. Pastor Almir, que é da Igreja Sara Nossa Terra, integrava o Conselho de Administração da Codeca. Adiló confirma que ele se desincompatibilizou da função, mas acredita que a formalização não tenha ocorrido por meio da apresentação de documento.
– A procuradoria estadual do partido perdeu o prazo. O jurídico estadual negligenciou em relação ao Pastor Almir. Não o avisou a tempo para sanar o problema. Ele está pagando um preço que não merecia pagar, se preparou para ser candidato – lamenta Adiló.
O espólio de votos que seriam destinados ao Pastor Almir agora abre-se preferencialmente aos demais candidatos caxienses à Câmara. É um bom reforço.
Mauro Pereira (PMDB) continua com o coração na mão. Até ontem à noite, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não havia informado sobre o julgamento do recurso à impugnação de sua candidatura à Câmara. Mas o prazo para as decisões é até amanhã.
Custo do horário eleitoral
A propaganda política, que começou ontem, custará R$ 851 milhões aos cofres públicos, calculou o jornal O Estado de S. Paulo. A Receita Federal permite a dedução de 80% do que os veículos de comunicação ganhariam se vendessem o horário dos blocos diários a anunciantes no período da propaganda.
Feiras itinerantes
A vereadora Denise Pessôa (PT) protocolou projeto de lei que regulamenta a realização de feiras itinerantes e temporárias de vendas de produtos a varejo. O objetivo da proposta é buscar um equilíbrio entre o comércio itinerante e o fixo, para evitar que a concorrência desleal e a sonegação prejudiquem a comunidade. As medidas também buscam garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores das feiras.
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