Seria um belo presente de aniversário, caso se confirme a expectativa de Sidnei de Oliveira, ele adentrar um estúdio para registrar seu primeiro disco na chegada do segundo semestre. O violeiro que nasceu na minúscula Cazuza Ferreira, distrito de São Francisco de Paula, veio criança para Caxias do Sul e está radicado em São Paulo desde 2005 completa 30 anos no próximo dia 10.
Será o arremate de uma arrancada profissional que surgiu em 2004, quando saiu como o grande vencedor do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola. Mas que se iniciou muito antes.
– Comecei tocando violão aos 10 anos. O interesse pela viola surgiu ao ver e ouvir Almir Sater na TV, mas só tive contato com o instrumento aos 20 anos e comecei a estudar seriamente aos 22, pensando em ser músico profissional – diz Oliveira, que registrará o CD via Lei Rouanet, benefício concedido a artistas de grande talento.
Sentimentos será apenas de composições próprias e instrumentais, com arranjos todos escritos em partituras. Para o disco, o músico tocará uma viola de 10 cordas, utilizando cinco afinações diferentes e exibindo técnicas eruditas, influência andina e new age. Em seu peculiar estilo de tocar, com as pernas cruzadas e arqueado sobre sua viola de 10 cordas, Oliveira dispara acordes comoventes, como nas belíssimas Esplendor e Cariú, música feita para homenagear Sater.
– Fiz a ele em agradecimento por ter me apresentado à viola sem saber. A música Um Violeiro Toca me acordou para a música de viola. Minha única influência musical na viola foi Almir Sater – afirma o gaúcho, que está há quase seis anos sem se apresentar em Caxias, desde quando tocou no Sesc, em dezembro de 2004.
Mas esse hiato sem vir profissionalmente à cidade vai acabar. Sentimentos será gravado num estúdio de Caxias.
– Isto já foi determinado antes mesmo de escrever o projeto, pelo fato de eu ser gaúcho e ter iniciado meus estudos musicais na região de Caxias.
Agora, só falta marcar a data do show.
| Participações |
| O CD Sentimentos terá a participação do percussionista Papete e do baixista Toninho Porto, ambos da banda de Almir Sater, do violonista Rodrigo Sater, irmão do violeiro do Pantanal, do acordeonista Renato Borghetti, do violeiro e violonista Valdir Verona, do gaitista Ricardo Bigarela, do flautista Célio Sene, do percussionista Edemur Pereira e do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul (Osucs). |
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