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  • Caxias do Sul
  • 27 de maio de 2012

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18/03/2010 | N° 10690AlertaVoltar para a edição de hoje

POLÍTICA

Catraca a idosos será debatida

Audiência pública na Câmara de Vereadores, a partir das 14h de hoje, discute a polêmica obrigatoriedade

Caxias do Sul – A queda sofrida pela aposentada Nair Carlos da Silva Rodrigues, 80 anos, no interior de um ônibus da Viação Santa Tereza (Visate), no dia 29 de janeiro, reduziu o seu ritmo de vida. Ao passar pela catraca, às 14h45min daquele dia, a idosa não conseguiu manter o equilíbrio e caiu.

Do acidente, resultaram fraturas na costela, comprovadas por exames de tomografia. O diagnóstico tornou obrigatório o uso de colete para se locomover e de medicamentos para suportar as dores. Apesar dos cuidados dos familiares e da própria Nair, os médicos não descartam a possibilidade de cirurgia.

A disposição de Nair, que costumava sair de casa sozinha para pagar contas, frequentar cultos ou ir ao supermercado, foi alterada. Hoje, ela precisa de ajuda até para descer um único degrau de sua casa.

– Faz quase dois meses que a minha vida parou, virou de cabeça para baixo. As dores são insuportáveis – lamenta a aposentada.

O caso dela será um exemplo usado na audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança da Câmara de Vereadores de Caxias faz hoje, às 14h, para debater a obrigatoriedade de os idosos passarem pela catraca dos coletivos. A medida passou a vigorar no dia 1º de janeiro deste ano. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Renato Nunes (PRB), assegura que tem recebido reclamações diárias sobre a medida.

Paralelo a essa situação, entrará em discussão projeto assinado pelo vereador Gustavo Toigo (PDT), para retirar a obrigatoriedade e recompor a prestação do serviço a idosos como era antes, ou seja, sem a necessidade de passarem pela catraca.

– Com a idade, entre outros problemas, há dificuldade de os idosos manterem o equilíbrio. Um vez que se machucam, a recuperação é mais lenta do que em pessoas jovens – compara Nunes.

roberto.dias@pioneiro.com

ROBERTO CARLOS DIAS
Tratamento
Os familiares de Nair queixam-se também dos gastos excessivos do tratamento e para comprar coletes de proteção, sendo que um deles teria custado R$ 400.

 

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